Fundo Regional dos Transportes estuda alternativas à atividade da Prevenção Rodoviária Açoriana
23 de jan. de 2025, 18:02
— Lusa/AO Online
“Face
à decisão agora anunciada, a Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade
e Infraestruturas dá nota pública de que o FRTT já se encontra, de
forma preventiva, há algum tempo, a estudar alternativas à atividade
prestada pela PRA, nomeadamente ao nível da formação de jovens
ciclomotoristas”, informou o executivo açoriano em comunicado.A
PRA vai cessar a atividade por razões financeiras, considerando esta
uma “inadiável decisão”, anunciou na quarta-feira o conselho diretivo.No
comunicado divulgado, a secretária regional do Turismo, Mobilidade
e Infraestruturas, Berta Cabral, enaltece “o serviço
meritório” prestado pela associação.O
Governo dos Açores “agradece o serviço prestado e a qualidade que sempre
foi reconhecida à atividade da PRA, reforçando o compromisso de
apresentar alternativas e zelar, em qualquer circunstância, pela
aplicação integral de todas as boas práticas e exigências regulatórias
no que concerne à gestão dos recursos públicos”.“Sendo
uma associação de direito privado, a PRA foi sempre um parceiro ativo e
colaborante dos vários Governos dos Açores nas práticas comunicacionais
e formativas relativas à prevenção rodoviária, funcionando, ainda, como
um elemento aglutinador e mobilizador, e contando com um apoio público
há vários anos para desenvolver estas atividades”, justifica o executivo
na nota da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e
Infraestruturas.Ainda segundo o Governo
Regional, “a crescente exigência legislativa e regulatória de atribuição
de subvenções públicas impõe a todos os agentes, da administração
pública e das associações beneficiárias, uma evolução do rigor das
práticas processuais e administrativas, que são alvo do escrutínio
fiscalizador do Tribunal de Contas, mas que, em muitos casos, dada a
natureza e a estrutura organizacional destas associações, que dispõem de
limitados recursos (humanos, financeiros e logísticos), é de difícil
cumprimento integral”.Na nota refere-se,
como exemplo, que o Tribunal de Contas “recomendou ao Governo dos Açores
que preveja, nos instrumentos normativos que regulam a atribuição de
subvenções específicas, a fixação de metas e a forma da respetiva
avaliação, e promova a fiscalização do cumprimento das exigências de
avaliação de resultados para efeitos de atribuição de subvenções”.O
executivo açoriano garante que “desenvolveu vários esforços, em
diferentes momentos do tempo, em articulação com o FRTT, para estimular a
viabilização da atividade da PRA, incluindo através de uma revisão, em
2023, dos termos do protocolo estabelecido, há longos anos, entre o FRTT
e a PRA para a atribuição de um apoio público”.Criada
em 1977, a PRA é uma associação privada, de utilidade pública e sem
fins lucrativos, que atua em toda a Região Autónoma dos Açores, visando
“a prevenção de acidentes de viação e a redução das suas consequências”.A
realização das suas atividades, é referido, “só foi possível graças ao
envolvimento dos membros dos órgãos sociais, dos associados individuais e
coletivos e dos parceiros estratégicos”.São
os casos da PSP, da GNR e da Polícia Municipal, a par das autarquias e
do Fundo Regional dos Transportes Terrestres, com o qual foi celebrado
um protocolo e “cuja colaboração financeira foi determinante para a
existência da associação nas últimas duas décadas”.