Fundo Ambiental inicia pagamentos do programa Edifícios Mais Sustentáveis
20 de jul. de 2024, 21:32
— Lusa
Os reembolsos do programa
Edifícios Mais Sustentáveis de 2023, com uma dotação de 30 milhões de
euros, arrancaram na sexta-feira, estando paralelamente a começar as
transferências de pagamento aos beneficiários do programa Vale
Eficiência II, afirmou o Ministério do Ambiente e Energia, em nota de
imprensa enviada à agência Lusa.Neste mês,
a Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (Anjafe)
criticou o atraso nos pagamentos daquele programa, referindo que haveria
mais de 80.000 candidaturas a apoios para obras realizadas em 2023, que
deveriam ser efetivados até ao final do ano.Segundo
o Ministério, o arranque dos reembolsos é resultado “do protocolo
estabelecido entre o Fundo Ambiental e quatro instituições do ensino
superior nacional, que permitiu desencadear uma avaliação das
candidaturas, que aguardavam desde o ano passado por uma análise e
decisão”. O Governo recordou que o
programa de 2023 fechou em outubro de 2023 e que os primeiros pagamentos
deveriam ter começado em janeiro.“Quando
este Governo entrou em funções, as cerca de 78 mil candidaturas a apoios
estavam por analisar, devido à falta de recursos humanos na equipa de
gestão do Fundo Ambiental. O mesmo cenário verificava-se em relação ao
Vale Eficiência II, destinado a combater a pobreza energética de
famílias economicamente vulneráveis”, que tem uma dotação de 104 milhões
de euros e que começou a receber candidaturas em novembro de 2023,
adiantou o Ministério do Ambiente. Para o
desbloquear do processo, o Governo entende que foram fundamentais várias
medidas levadas a cabo já pela atual tutela, “entre as quais a
implementação de uma plataforma de análise de candidaturas, que até
então não estava operacionalizada, e uma parceria estabelecida com as
universidades do Minho, de Aveiro, de Coimbra e a Nova de Lisboa”.Esse
protocolo com instituições do ensino superior português permitiu criar
equipas, “constituídas por docentes”, que estão empenhadas “na análise
das candidaturas, para garantirem que cada projeto seja avaliado de
acordo com os mais elevados padrões técnicos e científicos”. “Em
paralelo, está a ser estudada uma nova metodologia de análise,
desenvolvida com o contributo da Agência para a Energia (ADENE), que
visa simplificar e acelerar o processo de avaliação e decisão sobre as
candidaturas, sem comprometer o rigor e a precisão dos critérios”,
acrescentou. Citada na nota de imprensa, a
ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, salienta que o arranque
dos pagamentos dos apoios associados aos dois programas representa “um
passo significativo na concretização” dos compromissos ambientais e
sociais do Governo, mas também “um sinal de confiança que é dado aos
portugueses que se candidataram a estes apoios e que, desde o verão de
2023, não viam uma resposta por parte do Estado".Na
mesma nota de imprensa, a ministra reafirmou a necessidade de ser
criada uma nova estrutura de gestão para o Fundo Ambiental, tal como
tinha defendido este mês, no parlamento.