Fundação Champalimaud anuncia prémio de 1ME para "erradicar o cancro"
18 de nov. de 2019, 18:41
— Lusa/AO Online
O prémio é atribuído em parceria com o casal de origem espanhola e
francesa Maurício e Charlotte Botton, com o qual a instituição mantém
uma parceria. O “Botton-Champalimaud
Cancer Award” vai distinguir trabalhos de investigação básica ou de
prática clínica que tenham “grande impacto no controlo e cura” da
doença, de acordo com informação divulgada pela fundação.
O projeto comum foi anunciado na presença dos patronos e da rainha
Sofia de Espanha, no final de uma reunião do conselho de curadores da
Fundação Champalimaud. A presidente da
Fundação, Leonor Beleza, frisou que além desta nova parceria está a ser
construído, junto ao edifício principal da fundação, um centro dedicado
ao cancro do pâncreas, onde será criada uma unidade que investigará e
tratará aquela patologia. “É um dos
cancros mais ameaçadores para todos nós. Todos receamos aquela doença
que não sabemos nem detetar a tempo, nem tratar como ela necessita”,
afirmou a responsável. “Por ser um desafio
tão difícil, decidimos em conjunto que construiremos uma unidade
exclusiva para esse fim”, acrescentou Leonor Beleza.
A nova unidade estará concluída em finais do próximo ano. A inauguração
está marcada para 05 de outubro de 2020, tendo o casal Botton doado 50
milhões de euros para a construção e início do funcionamento.
Sobre o prémio anunciado hoje, João Silveira Botelho, administrador da
fundação, destacou que se trata de um projeto intemporal, com uma única
exceção: “deixará de existir se for descoberta a cura ou controlo de
cancro”. O prémio visa premiar quem investe no tratamento do cancro, mas também “dar esperança às pessoas”, sublinhou o executivo.
“Apesar do crescente conhecimento sobre a biologia da doença e dos
avanços na prevenção, diagnóstico e terapia, as mortes por cancro
continuam a aumentar na maioria dos países”, justificou a fundação em
comunicado distribuído aos jornalistas antes da apresentação.