Fundação Açoreana considera “passo relevante” reorganização da SATA
Hoje 14:53
— Lusa/AO Online
Num estudo
da responsabilidade da fundação, é referida a “importância de assegurar
uma separação económica efetiva entre as atividades de transporte aéreo,
gestão de infraestruturas aeroportuárias e serviços de assistência em
escala”, como condição para “garantir transparência, neutralidade
concorrencial e conformidade com o enquadramento europeu em matéria de
auxílios de Estado”.A privatização da
Azores Airlines vai ter de ficar concluída até ao final do ano, segundo
decisão da Comissão Europeia que, em junho de 2022, aprovou uma ajuda
estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de
453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo
medidas como uma reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma
participação de controlo (51%).O grupo SATA vai ainda proceder à privatização do 'handling', na sequência do acordo estabelecido com a Comissão Europeia.A
Fundação Açoreana – Da Silva Fernandes é uma entidade que “visa
prosseguir fins de interesse social dedicada à promoção do
desenvolvimento sustentável da região através do apoio a projetos nas
áreas da educação, inovação, investimento e infraestruturas
estratégicas”.De acordo com a análise
desenvolvida, a reorganização atualmente em curso do grupo SATA
“constitui um passo relevante, mas poderá beneficiar de um reforço
institucional que assegure maior robustez jurídica e previsibilidade
operacional”.O documento identifica como
uma das hipóteses de organização a criação de um “operador aeroportuário
regional independente, responsável pela gestão das infraestruturas e
pela coordenação dos serviços aeroportuários, incluindo a assistência em
escala, em condições de mercado e de acesso não discriminatório para
todos os operadores aéreos”.Segundo a
Fundação Açoreana, este tipo de modelo “encontra precedentes em vários
sistemas aeroportuários europeus, incluindo regiões insulares e
periféricas, onde a separação entre operadores aéreos e operadores
aeroportuários constitui uma prática consolidada”.A
análise destaca ainda que a organização institucional do sistema
aeroportuário “deve ser entendida como um instrumento de eficiência,
transparência e estabilidade regulatória, independentemente da natureza
pública ou privada das entidades envolvidas.“O
objetivo é contribuir para uma solução institucional robusta, que
garanta transparência, previsibilidade e continuidade operacional do
sistema”, refere a Fundação Açoreana.O
documento sublinha ainda que qualquer solução “deverá ser avaliada pelas
entidades competentes e articulada com a Comissão Europeia, de forma a
assegurar a plena conformidade com o direito da União Europeia e com os
compromissos assumidos no âmbito do processo de reestruturação”.