Funcionários públicos chamados a ‘pagar’ redução do défice

13 de out. de 2011, 08:25 — Lusa/AO Online

Para além da emblemática redução média de 5 por cento nos salários dos funcionários públicos e o congelamento dos salários durante mais dois anos - havendo ainda margem para "aperfeiçoamentos" que podem passar por reduções adicionais -, os trabalhadores do Estado enfrentam um conjunto de restrições que vão encurtar ainda mais o rendimento disponível das famílias, passando, entre outras, pelas seguintes medidas: - Redução média de 5 por cento dos salários do setor público aplicada em 2011 irá manter-se em 2012, eventualmente com os aperfeiçoamentos considerados necessários; - Aumento da idade mínima para antecipação da reforma, que passa dos 55 para os 57 anos; - Racionalização das horas extraordinárias e ajudas de custo, que contribuirá para reforçar o objetivo da redução das despesas com o pessoal; - Revisão das carreiras ou categorias da função pública que ainda não foram adaptadas ao novo regime de vínculos, carreiras e remunerações; - Revisão dos suplementos remuneratórios, nalguns casos no contexto da revisão das carreiras e corpos especiais aos quais estejam associados; - Congelamento dos prémios atribuídos aos gestores, diretores e administradores das empresas públicas, do Setor Empresarial do Estado, dos setores empresariais regionais e municipais e dos institutos públicos até ao fim do programa de assistência económica e financeira - Agravamento do corte salarial já existente para os funcionários públicos em situação de mobilidade especial - Equiparação dos salários e horas extraordinárias dos médicos e enfermeiros que trabalhem nos hospitais com gestão empresarial, que vão passar a ser equiparados aos dos restantes trabalhadores do Estado - Redução de despesas com pessoal na ordem dos 2,6 milhões de euros na área da Cultura;