Funcionários das escolas em greve em 21 e 22 de março
25 de fev. de 2019, 14:28
— Lusa/AO Online
Em conferência de
imprensa, a estrutura sindical, afeta à CGTP, exigiu aumentos salariais
para todos os trabalhadores, bem como a integração dos funcionários a
tempo total e parcial que cumprem funções necessárias ao funcionamento
das escolas e a criação de uma carreira específica. Para
os funcionários, as contratações anunciadas pelo Ministério da
Educação, na semana passada, “não resolvem o problema das escolas”. Artur
Sequeira, coordenador da FSTFPS, responsabilizou o Ministério da
Educação por “todos os entraves que possam ser criados às famílias e às
crianças”, alegando que passada quase uma legislatura, a tutela
“continua sem dar resposta” a problemas que afetam o funcionamento das
escolas e que “põem em causa os direitos elementares dos trabalhadores”.
Os
sindicatos exigem a abertura de concurso para, “no mínimo”, 3.067
trabalhadores, garantindo a entrada de 1.067 novos e de 2.500 que já
estão em funções.
De acordo com a mesma fonte, a portaria que define os rácios de
funcionários por escola está a ser cumprida com recurso a “tempos
parciais”. A
federação pretende chamar a atenção para o nível etário dos
trabalhadores das escolas, que afirma ser “muito elevado”, o que
potencia a doença e as baixas médicas, e defende “uma revisão da idade
da reforma” e a necessidade de ser constituída uma bolsa de
trabalhadores para substituição através de contratos a termo certo, com
base na lei geral do trabalho em funções públicas.“A
secretária de Estado veio dizer que uma parte dos lugares abertos será
para substituição de trabalhadores em situação de doença. Temos de
perceber isto, porque até lá temos muitas dúvidas sobre esta ideia que
está a ser lançada”, declarou o dirigente sindical. Artur
Sequeira afirmou que existe “uma negação completa” do governo em rever
as carreiras dos trabalhadores das escolas, que pretendem retomar a
carreira específica que já tiveram durante a governação de António
Guterres: “Foi destruída pelo senhor engenheiro Sócrates quando era
primeiro-ministro”. Os salários estão também na mira dos sindicatos, que criticam a solução proposta pelo governo. “Este
aumento salarial que foi feito para a função pública é um aumento
populista, que tem uma capacidade fantástica de tentativa de divisão dos
trabalhadores”, lamentou. A medida, criticou Artur Sequeira, “não serve” a grande maioria dos trabalhadores das escolas. “Estamos
a por trabalhadores que entram hoje nas escolas a ganhar o mesmo valor
de trabalhadores que estão nas escolas há dezenas de anos”, indicou.