Funcionários da Praia Cultural recebem proposta de rescisão voluntária
13 de mar. de 2023, 08:30
— Joana Medeiros
O executivo da Câmara Municipal da Praia da Vitória apresentou, na tarde
da passada sexta-feira, aos funcionários da Cooperativa Praia Cultural
(CPC) uma proposta de rescisão voluntária por mútuo acordo, com
indemnização com valor superior ao previsto por lei, no âmbito do
processo de reestruturação dos recursos humanos daquela entidade.Nesta
ocasião, marcada por uma reunião entre a autarquia e os funcionários
desta cooperativa, a presidente da Câmara Municipal afirmou, de acordo
com a informação partilhada através de uma nota de imprensa, que a
proposta pretende “contribuir para que o processo de reestruturação se
faça com o menor número de extinções de postos de trabalho”.“Ao
contrário da ideia que se tem passado, estamos a trabalhar há vários
meses para tentar salvaguardar ao máximo os despedimentos. Estamos em
negociações em várias frentes e com várias entidades para minimizar toda
esta situação, que não conseguimos evitar”.Em causa está uma
auditoria que “confirmou que há um excedente de funcionários na
Cooperativa Praia Cultural” cujo custo a câmara municipal não consegue
comportar afirmou Vânia Ferreira, uma vez que dos 165 funcionários que
atualmente fazem parte da CPC, a autarquia consegue apenas absorver
“entre 80 a 100 funcionários”.O acordo proposto, adianta a mesma
fonte, incide numa “forma compensatória” com “o intuito de reduzir o
número de postos de trabalho sem que os tenhamos de extinguir por
imposição”.Depois de reunida com os sindicatos, a autarquia chegou a
uma proposta em que “o funcionário que decidir avançar para uma
rescisão por mútuo acordo, além do acesso ao subsidio de desemprego,
terá uma indemnização superior à prevista por lei, nomeadamente 35 dias
antes de 2011 e 18 dias após 2011, além de dois salários”, explicou
Vânia Ferreira, adiantando que o prazo para adesão a esta proposta é 10
de abril.“Mediante a adesão, voltaremos a avaliar o universo de
funcionários e a perceber se esta primeira fase foi suficiente. Além
disso, estamos a avaliar com entidades externas as possibilidades de
absorverem determinados recursos”, adiantou a autarca através de nota de
imprensa.“Veremos qual o universo de funcionários da CPC, que
atividades da cooperativa internalizaremos na Câmara e quais os recursos
humanos necessários. Se, nessa altura, não conseguirmos absorver todos,
teremos de avançar com extinções de postos de trabalho, de acordo com a
legislação em vigor”, informou a edil aos funcionários na referida
reunião onde estiveram presentes representantes sindicais e os advogados
da autarquia.A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória
informou ainda que, a partir da próxima semana, estará disponível um
gabinete técnico para apoio a todos os funcionários da Cooperativa Praia
Cultural, incluindo os que não são sindicalizados.