Funcionamento do novo parque eólico de Santa Maria já foi validado pela ERSE
Hoje 15:30
— Lusa/AO Online
Em resposta a um requerimento do
PS enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, em que os socialistas
alertavam para o atraso no funcionamento da infraestrutura, o Governo
Regional refere que, “por força de alterações
legislativas nacionais e regionais, a sua entrada em funcionamento teve
de aguardar a validação da ERSE [Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos], que ocorreu no dia 05 do corrente mês de agosto”.Segundo
o executivo regional, terão de ser ainda desencadeados “os
procedimentos adequados” para a integração do parque eólico de Santa
Maria nos sistemas de comando e controlo do Sistema Elétrico de Serviço
Público dos Açores (SEPA), bem como a realização dos ensaios de arranque
dos aerogeradores e posterior entrada em exploração.“Estão
a ser desenvolvidos todos os esforços para que o parque eólico possa
ser colocado em tensão em setembro/outubro e a sua entrada em exploração
comercial no último trimestre do ano”, adianta o Governo Regional,
liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro.No
requerimento, a deputada do PS Joana Pombo Tavares, eleita por Santa
Maria, questionava também o Governo açoriano sobre o impacto estimado do
atraso na produção anual de energia renovável da ilha e na redução
prevista do consumo de fuel da Central Termoelétrica.De
acordo com o executivo de coligação, o impacto que possa ter existido
na entrada em funcionamento do novo parque eólico de Santa Maria “será
amplamente compensado com o acréscimo de produção resultante do aumento
da potência” instalada.Segundo estimativas
do Governo Regional, a produção eólica em Santa Maria deverá assegurar
cerca de 22% do consumo anual de eletricidade na ilha, valor que acresce
aos cerca de 5% já atualmente garantidos pela produção fotovoltaica,
permitindo desta forma que a quota global de energia de origem renovável
possa chegar a 27%.Os socialistas
pretendiam também saber que alternativas de financiamento estariam a ser
equacionadas para permitir a aquisição de sistemas de armazenamento de
energia, que estavam previstos inicialmente, mas que a Empresa de
Eletricidade dos Açores (EDA) acabou por não adquirir devido ao “aumento
significativo dos custos das baterias” e à “insuficiência do
financiamento disponível”.“O aumento
significativo dos custos dos sistemas de armazenamento de energia em
baterias, associado à reduzida atratividade para potenciais
fornecedores, e a reduzida escala dos investimentos […] aconselham a
aguardar por novas tecnologias em desenvolvimento e por novos fundos
comunitários para o efeito”, esclarece agora o Governo Regional.Apesar
disso, acrescenta o executivo, a ausência de armazenamento “não
compromete o aproveitamento da potência instalada” no novo parque eólico
de Santa Maria, nem impede o aumento da produção de energia renovável
proporcionado pela nova capacidade instalada.“Com
uma maior potência eólica instalada, é possível produzir mais energia
ao longo de um maior número de horas de funcionamento, incluindo em
períodos com velocidades de vento menos favoráveis”, indica o Governo
dos Açores.