Funchal prevê arrecadar menos 26 ME com redução da carga fiscal até 2025
25 de out. de 2022, 16:39
— Lusa/AO Online
“Vinte e
seis milhões de euros fazem falta, mas faz mais falta não termos nem
pessoas a residir, nem jovens, nem empresas com criação de postos de
trabalho”, disse o presidente da autarquia, Pedro Calado, salientando
que o planeamento fiscal até 2025 vai permitir que os munícipes e as
empresas “tenham a segurança de planear o seu futuro no concelho”. O
autarca falava em conferência de imprensa na Câmara do Funchal, na qual
foi apresentada a nova estratégia fiscal do município até 2025.O
executivo camarário anunciou que vai isentar durante três anos o
pagamento do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis
(IMT) e do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para jovens até aos 35
anos ou casais com média de idades até 38 anos que adquirem habitação
própria e permanente com valor patrimonial tributário até 200 mil euros.
No caso da aquisição de prédios que sejam
objeto de reabilitação urbana, a autarquia garante a isenção do IMI até
oito anos a partir de 2023, sendo que atualmente este imposto é cobrado
no município à taxa mínima legal de 0,3%.Em
relação ao Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), o
executivo prevê devolver progressivamente a totalidade – 5% – até 2025,
passando dos atuais 2,5% para 3% em 2023, 4% em 2024 e, finalmente, 5%
no ano seguinte. Esta estratégia configura uma devolução total de 20,3 milhões de euros aos munícipes.Por
outro lado, a autarquia funchalense aboliu a derrama, imposto que entre
2018 e 2021 foi cobrado à taxa de 0,5%, estimando assim uma perda de
receita na ordem dos 6,1 milhões de euros até 2025. “Queremos
mais transações, mais volume [de negócios], mas com menor carga fiscal,
e, para isso, temos de ser atrativos e conseguir pôr mais jovens e
empresas fixadas no centro do Funchal”, disse Pedro Calado. O
autarca criticou, por outro lado, o que considerou ser uma “preocupante
falta de solidariedade do Estado português” em relação às câmaras
municipais, dando como exemplo o facto de o Orçamento do Estado para
2023 (OE2023) prever a transferência de 180 mil para o Funchal, mas
impondo medidas de acesso à verba que “agravam os custos da autarquia
num valor superior a 1,8 milhão de euros”.