Fujimori consolida liderança com mais de metade dos votos apurados no Peru
Hoje 11:27
— Lusa/AO Online
De
acordo com o Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla
em castelhano), à filha e herdeira política do ex-presidente Alberto
Fujimori (1990-2000), do partido Força Popular, segue-se o candidato de
extrema-direita Rafael López Aliaga, do Renovação Popular, com 13,88%
dos votos, e o centrista Jorge Nieto, do partido do Bom Governo, com
12,5% dos votos.Se estes resultados se
mantiverem até ao final da contagem, Fujimori e López Aliaga irão
disputar a presidência do Peru numa segunda volta, a 7 de junho.A
contagem da ONPE indica que Fujimori recebeu, até ao momento, 1.838.531
votos, enquanto López Aliaga tem 1.511.437 e Nieto chega aos 1.361.296.A
seguir a estes três candidatos, surge o populista Ricardo Belmont, do
partido Obras, com 9,8% (1.082.166 votos), e o esquerdista Roberto
Sánchez, do Juntos por el Perú, com 8,5% (932.811).Esta
é a primeira vez que Sánchez aparece entre os cinco candidatos mais
votados na contagem oficial, isto depois de uma contagem preliminar,
divulgada pela empresa Ipsos na segunda-feira, o ter colocado como
principal candidato a disputar a segunda volta com Fujimori, numa
disputa acirrada com López Aliaga e Nieto.Outra
contagem preliminar, realizada e divulgada no domingo pela empresa
Datum, previu que Fujimori e López Aliaga irão disputar o segundo turno.Se
as projeções se confirmarem, está vai ser a quarta vez consecutiva que a
candidata do Força Popular chega à segunda volta, depois de ter perdido
nessa fase nas três ocasiões anteriores contra Ollanta Humala (2011),
Pedro Pablo Kuczynski (2016) e Pedro Castillo (2021).Mais
de 27,3 milhões de peruanos foram convocados no domingo para eleger as
autoridades nacionais para o período 2026-2031, entre elas a
presidência, pela qual passaram oito mandatários nos últimos dez anos,
numa espiral de crises políticas.O dia foi
marcado por problemas na distribuição do material eleitoral em vários
distritos de Lima, o que provocou atrasos no início da votação e até
mesmo a impossibilidade de votar em 13 colégios da capital, o que
impediu 52.261 pessoas de exercer este direito.