Frente Sindical quer atualização salarial de pelo menos 6% na função pública em 2025
9 de ago. de 2024, 12:21
— Lusa/AO Online
A proposta faz
parte do caderno reivindicativo para 2025, que a Frente Sindical já fez
chegar ao Governo, e que tem como lema “atrair e reter talento na
administração pública”, anunciou, em conferência de imprensa, em Lisboa,
a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena
Rodrigues, que coordena a Frente Sindical.“Entendemos
que, para a administração pública, em 2025, uma atualização salarial
inferior a 6% não é aceitável”, realçou Helena Rodrigues, ladeada por
representantes dos vários sindicatos que compõem a Frente Sindical
(professores, enfermeiros, quadros técnicos e polícia).Adicionalmente,
aquela estrutura defende a compensação do tempo de serviço que foi
congelado no período da ‘troika’ (seis anos, seis meses e 23 dias), à
semelhança do que aconteceu com os professores.“Esta
é uma questão de justiça e equidade, se for preciso tempo, se for
preciso haver faseamento da aplicação da medida, nós cá estaremos”,
sublinhou a representante sindical.No
caderno reivindicativo, que pretende ser o ponto de partida para
negociações com o Governo, está também incluída a revisão de carreiras
ainda não revistas, como acontece nos psicólogos e nutricionistas, por
exemplo, e que abrange cerca de 2.000 trabalhadores do Estado.A
Frente Sindical defende também o fim das quotas previstas no sistema
integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública
(SIADAP), a atualização do subsídio de refeição de seis para 10 euros
por dia e a atualização das ajudas de custo para valores que acompanhem o
aumento dos combustíveis e da hotelaria.Relativamente
ao subsistema de saúde dos trabalhadores da administração pública
(ADSE), a Frente Sindical reivindica a descida da taxa do desconto de
3,5% para 2,5%, lembrando que o Tribunal de Contas considerou a atual
taxa elevada.Já para os reformados e
pensionistas, é também proposta uma atualização das pensões em, pelo
menos, 6%, bem como regras menos penalizadoras para carreiras
contributivas mais longas.A estrutura
defende também a despenalização das reformas antecipadas, através do
corte do fator de sustentabilidade, lembrando que há casos em que se
justifica, como por exemplo, situações de trabalhadores com doenças em
exercício de funções “desgastantes”.“O que
desejamos é que o processo negocial se faça, esta posição não é
fechada, é o que entendemos que é o ponto de partida. […] Não quer dizer
que se houver uma recusa completa, não haja uma reação por parte da
Frente Sindical”, apontou Helena Rodrigues.