Frente Comum diz que manifestação nacional de 10 de maio "vai ter grande adesão"
15 de abr. de 2019, 14:13
— Lusa/AO Online
“Vai ser uma grande
manifestação, pois a insatisfação é muito grande e foram criadas
expectativas”, disse a dirigente sindical aos jornalistas, lamentando
que o Governo se mantenha “mudo e calado” sobre o caderno reivindicativo
da Frente Comum, afeta à CGTP.Os
problemas “continuam a ser os mesmos, agravados com a posição da
secretária de Estado da Administração [e do Emprego Público], desde o
último plenário que fizemos, onde entregámos mais de 39 mil assinaturas a
exigir os aumentos dos salários”, disse a dirigente sindical.“Depois
de termos realizado uma das maiores greves de sempre da Administração
Pública com os mesmos objetivos, o Governo continua sem responder às
propostas dos sindicatos”, sublinhou Ana Avoila.E
prosseguiu: “O Governo só quer negociar o aumento dos salários dos
trabalhadores da Administração Pública a partir de 2020 e 2021, tendo em
conta a inflação”.“Não é aceitável um
aumento dos salários para os trabalhadores com base na inflação”,
advertiu a sindicalista, realçando que a subida dos salários tem de ser
feita atendendo ao “aumento do custo de vida e à perda de poder de
compra”.Para Ana Avoila, a manifestação
que se realizará a 10 de maio visa exigir ao Governo um aumento de 60
euros para “os trabalhadores que ganham menos de 1.500 euros e uma
subida de 4% para quem ganha acima deste valor”, o que corresponderá a
um valor de aproximadamente 300 milhões de euros anualmente.A
dirigente da Frente Comum explicou ainda aos jornalistas que “há
cabimentação orçamental para negociar” este aumento de salários, mas
garantiu que “não basta haver reunião” com as estruturas sindicais, pois
o que a Frente Comum quer é que se discuta a proposta reivindicativa
comum.A Frente Comum defende também que a
tabela remuneratória única “tem de ser alterada, para todos os
trabalhadores” e exige “a rápida” regulamentação do suplemento de
insalubridade, penosidade e risco, nomeadamente para os trabalhadores da
recolha de resíduos locais e da Saúde.Os
problemas na Administração Pública e os salários da função pública são
as principais motivações que levaram a Frente Comum a agendar esta
manifestação nacional, pois garante que “as situações e os problemas da
Administração Pública têm-se agravado”.