Frederico Morais e Teresa Bonvalot querem fazer valer 'fator casa' em Peniche
8 de mar. de 2023, 08:53
— Lusa/AO Online
"É ótimo estar de
volta. Se há um campeonato de que eu tenho saudades no 'tour' [circuito
de elite] é Supertubos. Competir à frente dos portugueses é incrível.
Adorava fazer história e quero fazer história. Desta vez estou sem a
pressão dos pontos", lançou 'Kikas' durante a conferência de
apresentação do evento.Além de Frederico
Morais, as surfistas portuguesas Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins
também foram convocadas pela WSL para competir na prova feminina desta
terceira etapa do circuito mundial."Sabe
muito bem competir em casa. É algo novo para mim [no circuito
principal]. É aqui que quero estar e estou supermotivada para poder ter
esta experiência", afirmou Teresa Bonvalot, que também marcou presença
na conferência, ao contrário da colega Yolanda Hopkins.A
volatilidade das previsões da ondulação e do vento dificultam que se
antecipem as condições que os melhores surfistas do mundo vão enfrentar
em Peniche, mas há boas perspetivas para o período de espera do MEO Rip
Curl Pro, que decorre entre os dias 08 e 16 de março."Acho
que vamos ter boas ondas. As previsões estão sempre a mudar, mas
acredito que vamos ser brindados com coisa boa", arriscou Frederico
Morais, que em 2013 venceu em Supertubos o 11 vezes campeão mundial
Kelly Slater e, em 2015, alcançou o quinto lugar no evento de Peniche.Por
seu turno, Francisco Spínola, diretor-geral da WSL para a Europa, Médio
Oriente e África (EMEA), comentou que as previsões para as condições em
que a prova vai decorrer "estão a melhorar" nos últimos dias,
sublinhando que o objetivo é que a 13.ª edição do campeonato de
Supertubos, única paragem do circuito de elite na Europa, seja "um
sucesso como foram todas as outras".E,
pela vontade de Henrique Bertino, presidente da Câmara Municipal de
Peniche, a aposta nesta prova é para manter: "É um evento que, além de
alcançar milhões de pessoas, agrega muitas simpatias pelas preocupações
que tem com o mar e o ambiente. Continuamos a apostar muito nesta prova.
Queremos continuar a recebê-la durante muitos anos".Já
Filipa Cardoso, diretora de comunicação do Turismo de Portugal,
destacou a importância da modalidade para a economia lusa, já que o país
é "o maior destino de surf da Europa e um dos maiores do mundo", além
de que "90% do território português é oceano".Frederico
Morais, tricampeão nacional (2013, 2015 e 2020), vai 'matar saudades'
do circuito mundial, onde já competiu vários anos (foi despromovido na
última época), tendo sido o eleito para ocupar uma das duas vagas por
convite no quadro masculino.A olímpica
Teresa Bonvalot, tetracampeã portuguesa (2014, 2015, 2020 e 2022),
beneficiou do estatuto de primeira suplente do circuito feminino de
elite e, face à desistência por lesão da francesa Johanne Defay, vai
participar no MEO Rip Curl Pro, terceira etapa do circuito principal da
WSL, tal como já tinha acontecido nas duas primeiras etapas disputadas
no Havai, Pipeline (nono lugar) e Sunset Beach (17.º).Por
seu turno, Yolanda Hopkins, campeã nacional em 2019, e que também
representou Portugal na estreia do surf nos Jogos Olímpicos
(Tóquio2020), tendo conquistado recentemente o título de campeã europeia
- sucedendo precisamente a Bonvalot -, foi selecionada pela organização
para surfar ao lado das melhores do mundo em Peniche, ocupando a única
vaga reservada para 'wildcard' (convite) no quadro feminino.