Francisco Pimentel defende revisão da estrutura salarial dos trabalhadores da base das Lajes
31 de jan. de 2025, 15:44
— Lusa/AO Online
Com
a medida, o parlamentar social-democrata eleito pelo círculo eleitoral
dos Açores pretende “repor a devida justiça laboral” destes
trabalhadores.Para a concretização desse
objetivo, e na sequência de uma audição com o ministro dos Negócios
Estrangeiros, o deputado questionou o Ministério da Defesa.“Como
se sabe, desde janeiro de 2022, [que] o salário base atribuído à
categoria LWG-02 da tabela salarial dos trabalhadores da base das Lajes -
que prestam serviço ao destacamento norte-americano - encontra-se
abaixo do valor do SMR, em vigor nos Açores”, refere Francisco Pimentel
citado numa nota de imprensa do partido.O
comando norte-americano e o português “procuraram ultrapassar essa
situação através de um complemento salarial, que faz uso e recurso à
figura da diuturnidade, confundindo e fundindo o salário mínimo com a
diuturnidade”, esclarece.Na sequência
disso, o deputado explica que é agora pedida a “abertura do Governo da
República” para que “seja a remuneração de base, e não a remuneração de
base mais diuturnidade, a respeitar a lei nacional e regional em matéria
de salário mínimo, através da revisão do texto do acordo laboral”.“Essa
realidade foi-nos reportada pela Comissão de Trabalhadores da Base das
Lajes, que apelou, nomeadamente, ao ministro da Defesa, adiantando que a
introdução desse complemento salarial tem gerado alguma perplexidade
entre os trabalhadores, já que nos recibos de vencimento o
complemento/diuturnidade é identificado separadamente, mantendo-se a
referência autónoma ao salário base, cujo valor permanece abaixo do
SMR”, justifica Francisco Pimentel.Também
adianta que não há “distinção e autonomização clara entre aquele
complemento salarial e a diuturnidade” e que toda a decisão “se baseou
apenas num mero regulamento interno, alterável a qualquer momento, o que
suscita insegurança jurídica junto dos trabalhadores da base das
Lajes”.Para o deputado insular, “embora
tenha sido acordado que os salários base inferiores ao SMR pudessem ser
ajustados, não houve qualquer clarificação quanto às percentagens e
critérios a aplicar”.Na opinião do
social-democrata, a falta de definição “continua a gerar incerteza e
desigualdade entre os trabalhadores” da base das Lajes.Em
novembro de 2024, o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) defendeu a
revisão para 2025 do suplemento salarial dos trabalhadores portugueses
da base das Lajes e lembrou que já interveio para garantir o cumprimento
do SMR naquela infraestrutura norte-americana.“Relativamente
ao suplemento salarial, as representações dos Açores continuarão a
defender que o ‘fair wage supplement’ seja implementado o mais próximo
possível do dia 01 de janeiro e que os seus valores sejam revistos para
2025”, adiantou o executivo açoriano em resposta a um requerimento do
Chega.O Governo dos Açores recordava que o
suplemento salarial (designado ‘fair wage supplement’) foi criado para
“compensar a diferença” face ao montante do SMR devido à
“impossibilidade de rever as tabelas salariais” dos trabalhadores
portugueses na base das Lajes.Segundo o
executivo açoriano, aquele suplemento foi revisto em maio de 2023 para
“proceder a ajustamentos que tivessem em consideração um leque mais
amplo de situações”, como as diuturnidades.