Francisco Neto ambiciona melhor desempenho do que na estreia
Euro feminino
4 de jul. de 2022, 16:23
— Lusa/AO Online
“Aquilo que podemos pensar, e é
isso que passámos às jogadoras, que temos dito - e não temos dois
discursos, um para fora e outro para dentro, tem sido um discurso de
igual forma -, é que queremos fazer melhor do que fizemos no último
Campeonato da Europa”, disse em entrevista à agência Lusa Francisco
Neto, lembrando a prestação lusa no único Europeu em que Portugal
participou e que se saldou numa vitória e duas derrotas.Para
o líder da seleção feminina, essa melhoria traduz-se em mais golos
marcados, menos sofridos, mais pontos, e, à imagem do Euro2017, chegar à
última jornada a depender apenas de si para estar nos quartos de final.“Chegar
ao último jogo a depender só de nós, e a lutar por uma qualificação.
Queríamos [em 2017] e queremos também fazer o mesmo aqui”, sublinhou o
treinador, ciente do crescimento que todas as equipas têm tido.Para
o técnico, o Europeu em Inglaterra, que decorrerá entre 06 e 31 de
julho, vai espelhar o crescimento do setor feminino nos últimos cinco
anos, num contexto que obriga a seleção das ‘quinas’ também a uma subida
de patamar, sob pena de ficar para trás.“Sentimos
que o nível subiu, e que nós temos que subir, obrigatoriamente, com
esse nível, porque senão será difícil”, defendeu o selecionador.Na
competição, Portugal, 30.º do ‘ranking’ mundial, estreia-se com o
adversário teoricamente mais acessível, a Suíça (20.ª), mas o
selecionador rejeita a ideia de que a estreia se possa ‘transformar’ num
jogo de tudo ou nada.“Temos que olhar os
três jogos com a mesma seriedade. O sorteio é aquilo que não
controlamos, colocou-nos a Suíça, por isso não adianta criar aqui vários
cenários (…). Por um lado, as pessoas podem achar que é mau, por outro
pode ser bom, porque a Suécia pode chegar ao último jogo já qualificada e
a não precisar, se calhar, dos pontos, e isso também nos pode
beneficiar”, analisou.Para Francisco Neto,
as fases finais proporcionam muitas vezes surpresas, com o crescimento a
acontecer dentro da própria competição, com o exemplo do desempenho da
seleção masculina de Portugal em 2016.“Já
vimos equipas a empatarem os jogos todos na fase de grupos e a serem
campeãs, felizmente. Tudo pode acontecer num Campeonato da Europa e cá
estaremos para dar o nosso melhor e lutar até ao fim”, disse, ainda em
resposta ao ‘peso’ dos oponentes.Um
cenário que não impede o treinador de reconhecer que Suécia (segunda no
‘ranking’ FIFA), semifinalista no Mundial e vice-campeã olímpica, e
Países Baixos, campeões europeus em título e vice-campeões mundiais,
estão uns degraus acima.“Sem dúvida
nenhuma duas equipas com uma maturidade e uma experiência um bocadinho,
dentro do grupo, diferenciada. (…) Estas duas, sem dúvida nenhuma, pela
experiência acima de tudo internacional, estão, teoricamente, uns passos
à frente”, defendeu.No Europeu, Portugal
estreia-se em 07 de julho frente à Suíça (17:00), seguindo-se o jogo com
os Países Baixos, em 13 de julho (20:00), e a Suécia, na terceira e
última jornada do grupo C, em 17 de julho, com todos os jogos agendados
para Leigh, na região de Manchester.