Francisco César saúda fim do teto de 600 euros na plataforma de reembolso de passagens aéreas
Hoje 16:42
— Lusa/AO Online
“Finalmente,
os açorianos já podem pedir o reembolso das suas passagens sem o teto
máximo de 600 euros. É uma vitória dos açorianos e de todos os que não
desistiram de exigir que o Estado cumprisse as suas obrigações”, afirmou
Francisco César citado numa nota de imprensa do partido.O
socialista alertou, no entanto, que o atual mecanismo de continuidade
territorial (como é agora designado o antigo subsídio social de
mobilidade) “continua por cumprir em vários aspetos”.Segundo
Francisco César, continua por concretizar a possibilidade de os
reembolsos serem realizados através dos CTT, entre outras disposições
previstas na lei.“Continuaremos a exigir
que a lei seja integralmente cumprida e que os açorianos possam pagar
apenas os 119 euros no momento da compra, sem terem de adiantar dinheiro
que muitas famílias simplesmente não têm”, afirmou.O
líder dos socialistas açorianos defendeu ainda que é necessário
garantir que a companhia aérea SATA e a TAP “cumprem escrupulosamente as
regras da concorrência e que os preços das passagens não são fixados em
função do montante que as companhias sabem que será posteriormente
reembolsado pelo Estado”.“O mecanismo de
continuidade territorial existe para proteger os açorianos e assegurar
igualdade no acesso à mobilidade. Não pode servir para distorcer os
preços das viagens ou aumentar os encargos suportados pelo Estado”,
avisou.Para Francisco César, a eliminação
do teto máximo nas passagens aéreas representa apenas mais uma etapa de
um processo que só estará concluído quando todas as medidas aprovadas
entrarem efetivamente em vigor.“A continuidade territorial não é um favor. É um direito. E os direitos são para cumprir”, disse.O
socialista lembra na nota que, “durante várias semanas”, denunciou o
incumprimento da lei, exigiu respostas ao Governo da República e
confrontou o ministro responsável no parlamento, face aos prejuízos
causados pela medida aos residentes nos Açores.“Estivemos
ao lado das famílias que continuavam obrigadas a adiantar centenas ou
milhares de euros para poderem exercer o seu direito à mobilidade”,
indicou.