Francisco César questiona falta de guardas prisionais
Hoje 09:25
— Rui Jorge Cabral
O presidente do PS/Açores e deputado à Assembleia da República,
Francisco César, questionou em requerimento o Governo da República sobre
a insuficiência de guardas prisionais e também sobre as condições de
segurança nos estabelecimentos prisionais açorianos.Conforme refere
uma nota de imprensa, esta iniciativa surge na sequência de uma visita
recente de Francisco César ao Estabelecimento Prisional de Angra do
Heroísmo onde, segundo o líder dos socialistas açorianos, foi possível
verificar algumas melhorias no funcionamento da unidade. Contudo e
citado em nota de imprensa, Francisco César considerou que esses avanços
não resultam de respostas estruturais do Governo, mas sobretudo do
empenho dos profissionais no terreno.Isto porque, afirmou o líder
dos socialistas açorianos, “as melhorias que hoje se verificam resultam,
em grande medida, do esforço, da dedicação e do profissionalismo dos
guardas prisionais e não de uma resposta estruturada por parte do
Governo”.Na pergunta dirigida ao Governo da República, Francisco
César alerta para uma insuficiência grave e persistente de efetivos,
“que coloca em causa a segurança dos profissionais, dos reclusos e a
manutenção da ordem nos estabelecimentos prisionais da Região”.Além
disso, acrescenta o deputado socialista na Assembleia da República, “o
rácio recomendado entre guardas prisionais e população reclusa,
frequentemente apontado como um guarda para cada três reclusos, não está
assegurado nos Açores, criando uma situação de vulnerabilidade que pode
dar origem a incidentes graves”.Francisco César lembra igualmente
que a condição ultraperiférica dos Açores exige respostas imediatas e
estruturais por parte do Estado, nomeadamente ao nível do reforço de
meios humanos, “para garantir que os serviços prisionais funcionam em
condições de segurança, eficácia e dignidade”.Isto porque, “não
podemos continuar a exigir mais aos profissionais sem lhes dar os meios
necessários. Garantir a segurança, a ordem e a dignidade no cumprimento
das penas é uma responsabilidade do Estado”, afirma Francisco César.No
requerimento apresentado na Assembleia da República, Francisco César
questionou também o governo central sobre o número de guardas prisionais
atualmente em serviço nos estabelecimentos prisionais dos Açores,
discriminado por unidade, bem como o rácio existente entre efetivos e
população reclusa em cada estabelecimento. Por fim, o deputado
socialista perguntou se o governo central reconhece a insuficiência de
efetivos na Região, em particular no Estabelecimento Prisional de Angra
do Heroísmo, e que medidas concretas estão previstas para o reforço de
meios humanos, incluindo concursos, colocações ou mobilidade de pessoal.