França vai reforçar segurança de locais culturais após roubo no Louvre
20 de out. de 2025, 18:09
— Lusa/AO Online
A decisão foi tomada após reunião com a sua
colega de governo com a pasta da Cultura, Rachida Dati, adiantou a mesma
fonte ministerial, citada pela agência noticiosa francesa AFP.A
instituição, no centro da capital de França, vai manter-se encerrada, um dia após um grupo, ainda a monte, ter conseguido roubar
múltiplas obras de arte de joalharia.“O
Museu do Louvre vai permanecer fechado por razões excecionais.
Todas as reservas para a data vão ser reembolsadas. Pedimos
desculpa pelo incómodo”, pode ler-se numa mensagem publicada no sítio
oficial da Internet daquele museu.Um grupo
de quatro homens roubou joias no domingo de manhã, em poucos minutos e
quando o museu já estava aberto e com visitantes no interior, utilizando
uma máquina empilhadora, estacionada na respetiva margem do rio Sena, e
fazendo-a subir até à altura de uma janela do primeiro andar do
edifício.O grupo levou oito peças "de
inestimável valor patrimonial", entre as quais a tiara da imperatriz
Eugénia (mulher de Napoleão III, imperador de 1852 a 1870) e dois
colares, informou no domingo o Ministério da Cultura francês.Só
aquela jóia tem 212 pérolas e 1.998 diamantes, de acordo com a
descrição do Louvre, enquanto as peças pertencentes à rainha Maria
Amélia contam com múltiplas safiras e centenas de diamantes.Este
museu parisiense é o maior e mais visitado do Mundo, com nove milhões
de pessoas a apreciarem parte das 35.000 obras que a instituição aloja,
nos seus 73 mil metros quadrados de espaço.Como
recordou a agência noticiosa norte-americana AP, o Louvre tem uma longa
história de roubos, consumados e tentados: “O mais famoso deu-se em
1911, quando a Mona Lisa (pintura a óleo, também conhecida por “La
Gioconda”, e atribuída ao toscano e figura máxima do Renascimento,
Leonardo da Vinci) desapareceu da respetiva moldura.O incidente foi atribuído a Vincenzo Peruggia e a obra-prima foi recuperada dois anos depois, em Florença.