França vai enviar sistema de defesa e uma fragata para Chipre
Irão
Hoje 11:37
— Lusa/AO Online
O
ataque com os aparelhos aéreos não-tripulados (drones) foram atribuídos
à milícia xiita Hezbollah (Partido de Deus), apoiada pelo Irão, e terá
partido de bases no Líbano, país situado a cerca de 250 quilómetros de
Chipre, país membro da União Europeia. O porta-voz do Governo de Nicósia, Konstantinos Letymbiosistis,
confirmou a contribuição militar francesa em conferência de imprensa,
que se vai juntar aos aviões de combate e uma fragata enviados pela
Grécia para defender a ilha mediterrânica.Letymbiosistis
acrescentou que o Governo cipriota também transmitiu um pedido
semelhante ao ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz,
durante um contacto telefónico estabelecido na segunda-feira. O
porta-voz indicou que a resposta alemã sobre apoio foi positiva, embora
o processo para formalizar a ajuda ainda não esteja concluído. O
ataque de segunda-feira teve como alvo áreas soberanas do Reino Unido
no Chipre, incluindo instalações da Força Aérea Britânica em Akrotiri.Embora
o ataque não tenha provocado vítimas, o incidente aumentou as
preocupações com a segurança e destacou a vulnerabilidade do Chipre às
tensões regionais no contexto do conflito provocado pelos Estados
Unidos e Israel contra o Irão.Na segunda-feira, foram reportados dois incidentes distintos envolvendo drones.Um drone Shahed, de fabrico iraniano, atingiu a pista da base aérea de Akrotiri, causando danos limitados.Posteriormente, outros dois drones foram intercetados.Aparentemente, as defesas aéreas não conseguiram detetar os drones porque voavam a uma altitude muito baixa.Atenas enviou quatro caças F-16 para o Chipre na segunda-feira, enquanto duas fragatas estão a cnavegar em direção à ilha.Uma
das fragatas da Marinha de Guerra da Grécia está equipada com um
sistema antidrone Centauro, capaz de identificar e neutralizar alvos que
voam a baixa altitude.As bases britânicas
no Chipre, estabelecidas após a independência, em 1960, são
consideradas essenciais para as operações no Médio Oriente e no
Mediterrâneo Oriental, o que aumentou a importância estratégica no atual
conflito.Israel e Estados Unidos lançaram
no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças
iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones
contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.O
Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa
eliminar ameaças "iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita,
Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou
como "ameaça existencial".O Irão já
confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país
desde 1989 tendo decretado um período de luto de 40 dias.Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado.O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos