França admite aumento “moderado” da circulação do vírus
Covid-19
21 de jul. de 2020, 10:30
— Lusa/AO Online
Sem dados divulgados durante o fim de semana
(mais de 331 mil casos na passada sexta-feira), as autoridades francesas
debatem-se agora sobretudo com o crescente número de novos focos de
covid-19, registando também um aumento nas entradas nos serviços de
urgência e na hospitalização de pacientes.Desde
o início do desconfinamento, em meados de maio, a França registou 539
focos de contágio, tendo desativado, entretanto, 332.O total de infetados que permanecem em hospitais é de 6.589, com 467 apresentados como estando em estado grave.As
autoridades sanitárias francesas consideram que este aumento “moderado”
se deve a uma proporção “muito insuficiente” de pacientes com sintomas
que procuram fazer o diagnóstico virológico e que, depois, se isolam.Entre
as zonas que suscitam maiores preocupações está a do departamento de
Mayenne, no noroeste, cuja percentagem de casos positivos é “elevada”, o
mesmo sucedendo no de Vosgos (nordeste) e na região da Bretanha
(oeste).A situação levou o Governo a
reforçar as medidas de proteção, estando as pessoas obrigadas ao uso de
máscara em qualquer local público fechado, nomeadamente em lojas e
outros comércios, entre outros.O ministro da Saúde admitiu a existência de 400 a 500 surtos de
contágio, mas rejeitou a ideia de se tratar de uma "segunda vaga" da
pandemia em França."Constatamos que há
sinais inquietantes de regresso epidémico em território nacional, mas
nesta altura estamos muito longe de uma segunda vaga”, admitiu Olivier
Véran.A nível nacional, a taxa de contágio
efetiva (o fator 'R'), que mede o número médio de pessoas contagiadas
por alguém portador do novo coronavírus, "estabilizou" em 1,2. Em algumas regiões, com situações particularmente preocupantes e com surtos, como a Bretanha, a taxa de 2,6 mantém-se igual.No
"pico" da pandemia, em França, a taxa ultrapassou um valor superior a
3, tendo o R caído para 0,5 após as medidas de confinamento.