FPF vai construir unidade de alojamento na Cidade do Futebol com lucro de 2017/18

15 de out. de 2018, 16:29 — Lusa/AO Online

Fonte oficial da FPF deu conta do arranque em breve na segunda fase da Cidade do Futebol, com a construção de 46 quartos, que já está licenciada, e para a qual está previsto o investimento de 3,9 milhões de euros (ME).Este montante resulta de parte do maior lucro de sempre alcançado pelo organismo, presente no Relatório e Contas que vai ser submetido a votação em Assembleia Geral no próximo dia 29, calculado em 7,056 ME, um valor bastante acima dos 68,5 mil euros orçamentados.Segundo a mesma fonte, o resultado positivo ficou a dever-se em grande parte aos 3,9 ME da mais-valia decorrente da venda da antiga sede federativa, na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa, ao prémio de 12,6 ME com a chegada aos oitavos de final no Mundial2018 [o orçamento previa 8,4 ME com a presença] e ao aumento das receitas com jogos sociais e apostas desportivas e da atividade comercial da FPF.A unidade de alojamento da infraestrutura vai permitir albergar duas seleções em simultâneo ou a seleção principal em exclusividade, estando a sua inauguração prevista para o estágio de preparação para o Euro2020.Além deste investimento na segunda fase da Cidade do Futebol, que prevê ainda a construção de um museu, de um pavilhão para o futsal e um campo para o futebol de praia, o resultado líquido federativo vai ser ainda aplicado no apoio ao futebol não profissional (1,4 ME), no reforço do programa de apoio aos clubes e associações para o aumento dos praticantes Crescer2020 (900 mil euros), na modernização administrativa dos sócios da FPF (700 mil euros) e no reforço dos fundos patrimoniais (104 mil euros), caso seja aprovado na reunião magna.A mesma fonte federativa deu conta de que os principais rendimentos do organismo resultaram dos direitos de transmissão, publicidade e patrocínios (25,6 ME), dos jogos sociais e das apostas (16,7 ME), assim como do Mundial2018 (12,6 ME).A atividade das seleções encabeça os gastos, com 20,2 ME, dos quais 13,6 na seleção principal, acima dos 2,5 nas seleções jovens, dos 2,2 nas femininas e nos 1,7 nas de futsal e futebol de praia. Seguem-se, igualmente na despesa, as rubricas com as atividades desportivas nacionais (12,4 ME), os gastos com pessoal (6,7 ME) e com prestadores de serviços (5,5 ME).O resultado líquido alcançado em 2017/18 de 7,056 ME é praticamente o dobro do obtido na época passada (3,7 ME), no qual era incluída a participação até aos quartos de final do Euro2016.