FPF e ex-árbitro Bruno Paixão chegam a acordo para resolver diferendo judicial
Hoje 16:52
— Lusa/AO Online
“A FPF informa
que chegou a acordo com Bruno Paixão, colocando, assim, ponto final no
diferendo entre as partes, que se arrastava nos tribunais desde 2012,
quando o ex-árbitro viu o seu nome excluído da lista de internacionais
submetida pela FPF à FIFA, na sequência da qual avançou com uma ação em
tribunal exigindo indemnização pelos prejuízos alegadamente provocados
por essa decisão”, informou o organismo, em comunicado.O
acordo foi aprovado pela direção da FPF, presidida pelo também antigo
árbitro internacional Pedro Proença, numa reunião realizada em 23 de
março, permitindo encerrar o processo em definitivo e evitar a
continuação de um litígio com “impacto prejudicial” para as partes.“A
direção da FPF agradece a Bruno Paixão a disponibilidade e a
colaboração demonstradas na resolução deste diferendo e deseja-lhe as
maiores felicidades pessoais e profissionais”, prosseguiu.Bruno
Paixão, de 51 anos, agradeceu o empenho da direção da FPF na resolução
do caso, que tinha surgido no primeiro mandato presidencial de Fernando
Gomes, antecessor de Pedro Proença no organismo regulador do futebol
nacional e atual líder do Comité Olímpico de Portugal (COP).“O
acordo agora alcançado vem colocar, finalmente, um ponto final num
diferendo que podia e devia ter sido há muito encerrado, pelo que não
posso deixar de frisar e reforçar o empenho da atual direção da FPF para
encontrarmos, em conjunto, um desfecho que defende os interesses das
duas partes”, afirmou, lembrando os “inegáveis impactos pessoais,
nomeadamente financeiros e reputacionais”, decorrentes do processo.O
ex-árbitro, que estava filiado à associação de Setúbal, chegou à
primeira categoria nacional em 1999 e tornou-se internacional em 2004,
perdendo essas insígnias em 2012, quando foi excluído pela Comissão de
Arbitragem (CA) da FPF da lista de árbitros internacionais enviada à
FIFA para o ano seguinte.Insatisfeito com o
14.º lugar alcançado na classificação dos árbitros em 2011/12, que,
juntamente com o 17.º da temporada anterior, o afastou da lista de
internacionais, Bruno Paixão recorreu da decisão federativa para os
tribunais civis e alegou estar em causa a violação do direito laboral,
uma das exceções previstas pela FIFA nos apelos submetidos em instâncias
fora da esfera desportiva.O setubalense
deixou de ser ‘juiz’ principal em 2017/18, ao fim de quase 250 jogos na I
Liga, mas continuou ligado à arbitragem nas três épocas seguintes,
tendo exercido as funções de videoárbitro (VAR) e de observador, antes
de colaborar com alguns clubes.