Forças Armadas iniciaram trabalhos de sondagem da aproximação ao porto das Lajes das Flores
8 de out. de 2019, 05:47
— Lusa/AO Online
"Foram iniciados os trabalhos de sondagem na aproximação ao
Porto das Lajes e, em simultâneo, uma equipa de Fuzileiros iniciou o
reconhecimento de uma extensão de seis quilómetros de costa a Norte e a
Sul do Porto das Lajes, para identificar eventuais contentores à deriva
ou arrojados à costa”, refere o Estado-Maior-General das Forças Armadas
(EMGFA) em comunicado. As Forças Armadas têm empenhados cerca de 350 militares e vários meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea nos Açores.Segundo
o EMGFA, estão também a decorrer trabalhos de “reflutuação e remoção de
contentores afundados” no interior da área portuária e blocos de betão
junto ao cais, explicando que um dos blocos terá de ser fracionado pela
equipa de mergulhadores da Marinha. “Chegou às Flores a fragata “Álvares Cabral”, à qual se juntará, na
terça-feira, o navio reabastecedor “Bérrio” para, em conjunto,
fornecerem todo o apoio necessário à população das Flores, incluindo o
fornecimento de combustível e bens de primeira necessidade”, frisa.O
navio patrulha oceânico "Setúbal" encontra-se no Porto da Horta, onde
embarcará bens de primeira necessidade com destino às ilhas das Flores e
Corvo.O Governo Regional dos Açores prevê
que o Porto das Lajes das Flores, destruído pelo furacão “Lorenzo”,
possa ser aberto à navegação “muito em breve”, tendo sido já limpa “70%
da área do terrapleno”.“Tendo em conta os
trabalhos já desenvolvidos, estima-se que, muito em breve, o Porto
Comercial das Lajes das Flores possa ser aberto à navegação, pelo menos
para navios até 60 metros e calado até cinco metros”, adiantou o
executivo açoriano, numa nota de imprensa.A
passagem do furacão “Lorenzo” pelos Açores, na madrugada e manhã de
quarta-feira, dia 02 de outubro, provocou mais de 250 ocorrências e
obrigou ao realojamento de 53 pessoas.O
Porto das Lajes das Flores ficou “totalmente destruído”, colocando
constrangimentos ao abastecimento de combustível por via marítima à
ilha, o que levou o Governo Regional a declarar “situação de crise
energética”. Segundo o executivo açoriano,
os trabalhos de limpeza e remoção dos destroços deste porto tiveram
início na quinta-feira, 03 de outubro, “mal o estado do tempo o
permitiu, estando atualmente já limpa 70% da área do terrapleno”.“Procedeu-se
à demolição de grandes blocos de betão, bem como à retirada de
contentores da zona das pescas e do restante terrapleno”, avançou o
Governo na nota, destacando a “celeridade dos trabalhos” desenvolvidos
pela empresa Portos dos Açores, que gere os portos do arquipélago.O
Governo Regional estima que, “em meados da próxima semana, esta limpeza
esteja praticamente concluída” e que a operacionalidade do Porto
Comercial das Lajes seja “reposta em tempo recorde”.