Forças Armadas com 57 infetados, dois curados e dois internados
Covid-19
7 de abr. de 2020, 17:53
— Lusa/AO Online
Os dados sobre o registo de
covid-19 nas Forças Armadas foram avançados pelo ministro João Gomes
Cravinho numa audição presencial na comissão parlamentar de Defesa, a
requerimento do PS, para esclarecimentos sobre o papel e meios dos
militares no combate à pandemia de covid-19. Questionado
pelo BE, mais à frente na audição, o governante precisou que dos 57
infetados, 18 pertencem à Força Aérea, 33 ao Exército e cinco à Marinha,
sendo que há um civil infetado, no Estado-Maior-General das Forças
Armadas. De acordo com o governante, as
Forças Armadas reduziram a sua atividade ao essencial e não se registam
casos de infeção nas Forças Nacionais Destacadas, que “estão bem” e com
medidas de proteção face à pandemia.Depois
do regresso dos militares que estavam destacados no Iraque, e do Navio
Escola Sagres, que está a caminho de Lisboa, o governo mandou regressar
alguns militares destacados no estrangeiro em programas de cooperação e
está a avaliar esses programas “face à realidade”. João
Gomes Cravinho adiantou que foram destacados cinco oficiais para
acompanhar os cinco secretários de Estado que vão coordenar a execução
aos níveis local e regional das medidas de combate à pandemia da
covid-19.Detalhando os apoios já
anteriormente anunciados, João Gomes Cravinho frisou que o laboratório
militar reorganizou-se para se concentrar na produção de gel
desinfetante, quase triplicando a produção o que, disse, “cobre
totalmente as necessidades” do Serviço Nacional de Saúde, com 2700
litros por dia. Por outro lado, o
Exército, através da unidade de bioquímica, trabalha em contínuo para o
processamento de testes à covid-19 e, na área do apoio sanitário, o
ministro estima que o centro de apoio militar, no antigo hospital de
Belém, esteja disponível a partir do dia 13, com capacidade para 120 a
150 camas. Transporte terrestre de
material de proteção, evacuação de lares de idosos, fornecimento de 64
tendas e 2800 camas foram outros dos apoios das Forças Armadas, disse o
ministro da Defesa, enaltecendo a “notável capacidade de adaptação” das
estruturas militares na resposta à pandemia de covid-19.