Força Aérea dos EUA investiga base de onde Jack Teixeira retirou documentos
18 de abr. de 2023, 17:12
— Lusa
Perante o
Congresso, o secretário da Força Aérea, Frank Kendall, disse que
instruiu o inspetor-geral da Força Aérea a examinar a unidade da Guarda
Aérea com sede em Cape Cod (Massachusetts) onde servia o aviador de
primeira classe Jack Teixeira, assim como “qualquer outro indicador de
falha que esteja associado a essa fuga de informação” e que permitiu que
esta acontecesse.Teixeira, de 21 anos,
foi acusado na sexta-feira, num tribunal em Boston, de remoção e
retenção não autorizadas de informações classificadas e de defesa
nacional. O jovem voltará novamente a tribunal para uma audiência na quarta-feira.A
fuga de informação levantou questões sobre como é que um único membro
da Guarda Aérea Nacional poderia ter removido tantos documentos sem ser
detetado, porque é que não havia verificações de segurança e como é que
os documentos permaneceram 'online' durante semanas sem serem detetados.“Como
é que esse guarda pode pegar nessas informações e distribuí-las
eletronicamente ao longo de semanas, senão meses, e ninguém saber
disso?”, questionou o senador Democrata Jon Tester, pedindo aos líderes
da Força Aérea que testemunhassem perante uma subcomissão de Defesa do
Senado.Além disso, a Força Aérea está a
realizar uma investigação geral para identificar como cada comando lida
com informações classificadas, disse aos membros da comissão o chefe do
Estado-Maior da Força Aérea, general Charles Quinton Brown.As
investigações da Força Aérea somam-se a uma investigações militar
lançada na segunda-feira pelo secretário de Defesa norte-americano,
Lloyd Austin. Austin ordenou que todas as
instalações militares que lidam com informações classificadas informem
dentro de 45 dias sobre como acedem, compartilham, armazenam e apagam
informações secretas do país.Os documentos
divulgados expuseram ao mundo avaliações secretas dos Estados Unidos
sobre a guerra na Ucrânia, as capacidades e interesses geopolíticos de
outras nações, entre outras questões de segurança nacional.Teixeira
publicou o material altamente confidencial na Discord, uma plataforma
'online' que começou como um ponto de encontro para jogadores.“Ele
teve acesso a alguns aspetos com base no seu trabalho como
administrador 'on-line'. Ele aproveitou esse acesso”, disse Brown.