Fogo posto e queimadas principais causas das ocorrências investigadas este ano
Incêndios
6 de out. de 2020, 17:07
— Lusa/AO Online
O
relatório provisório de incêndios rurais do ICNF avança que as causas
mais frequentes dos incêndios, até 15 de setembro, foram o
“incendiarismo – imputáveis” (36%), seguido das queimas e queimadas
(27%) e reacendimentos (12%).O ICNF
sublinha que, entre 01 de janeiro e 15 de setembro, se registaram 8.807
fogos, 5.444 dos quais foram investigados, o que representa 62% do
número total de incêndios e responsáveis por 37% da área ardida. O
documento refere que, destes incêndios, a investigação permitiu
atribuir uma causa a 3.502 incêndios (64% dos incêndios investigados e
responsáveis por 33% da área total ardida). O
relatório precisa que, entre 01 de janeiro e 15 de setembro, os 8.807
incêndios rurais provocaram 66.116 hectares (ha) de área ardida, entre
povoamentos (33.185 ha), matos (26.171 ha) e agricultura (6.760 ha). De
acordo com os dados provisórios, a área ardida aumentou este ano cerca
de 60% em relação ao mesmo período de 2019, tendo até 15 de setembro
ardido mais 25.000 hectares de floresta.Por sua vez, deflagraram este ano menos 829 incêndios florestais (8,6%) do que em 2019.“O
ano de 2020 apresenta, até ao dia 15 de setembro, o segundo valor mais
reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais reduzido de área
ardida, desde 2010”, lê-se no relatório.O
incêndio que este ano consumiu mais área ardida foi o que se registou a
13 de setembro no concelho de Proença-a-Nova (distrito de Castelo
Branco), onde arderam 16.510 hectares de florestas.O
ICNF sublinha que os incêndios com área ardida inferior a um hectare
são os mais frequentes, representando 86% do total, e que ocorreram, até
15 de setembro, 11 incêndios com área ardida superior ou igual a 1000
hectares, aqueles que são considerados os fogos “de maior dimensão”.Por
sua vez, registaram-se 62 “grandes incêndios”, aqueles que têm uma área
ardida igual ou superior a 100 hectares, e que resultaram em 56.223
hectares de área ardida, cerca de 85% do total da área ardida. O
ICNF frisa também que o maior número de incêndios se registaram nos
distritos do Porto (2.355), Braga (943) e Aveiro (617), mas foram
maioritariamente fogos “de reduzida dimensão” e não ultrapassam um
hectare de área ardida. O distrito mais
afetado em área ardida foi Castelo Branco, com 25.872 hectares, cerca de
39% da área total ardida até 15 de setembro, seguido de Bragança, com
6.414 hectares, e de Vila Real(5.440 hectares).Segundo
os dados provisórios, o mês de julho foi aquele que apresenta o maior
número de incêndios rurais, com um total de 3.112, mas no que respeita à
área ardida, setembro foi o mês que registou maior área ardida este
ano, com um total de 27.492 hectares.O
relatório do ICNF concluiu que a área ardida este ano é aquela que era
“expectável” tendo em conta a severidade meteorológica verificada.