Fogo por controlar no parque da Peneda-Gerês já consumiu cerca de seis mil hectares
Incêndios
31 de jul. de 2025, 14:41
— Lusa/AO Online
“Esse número [de área ardida]
vai aumentar porque o fogo ainda lavra em vários pontos do PNPG”,
afirmou à agência Lusa Augusto Marinho.O
incêndio começou no sábado à noite em Ponte da Barca, no distrito de
Viana do Castelo, e alastrou na quarta-feira ao concelho de Terras de
Bouro, no distrito de Braga.O comandante sub-regional do Ave da Autoridade Nacional de Emergência e
Proteção Civil (ANEPC) revelou que, deste incêndio, continuam quatro
frentes ativas: três no concelho de Ponte da Barca e uma em Terras de
Bouro, a que estava a causar mais preocupação.Augusto Marinho salientou que “a principal preocupação é deter o fogo antes de chegar às aldeias de Sobredo e Lourido”.“É
preocupante a imprevisibilidade deste fogo, que rapidamente pode
ameaçar pessoas e as suas habitações. Em Germil, o fogo está controlado e
a evoluir favoravelmente, mas nas aldeias de Sobredo e Lourido é
importante travar as chamas. Daí a importância de manter os meios aéreos
permanentemente a apoiar os operacionais que estão no terreno, para
podermos proteger de forma eficaz as aldeias”, referiu o
social-democrata. De acordo com informação
no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
(ANEPC), às 14:06 o fogo mobilizava 508 operacionais, apoiados por 163
viaturas e seis meios aéreos.“Não lhe sei
confirmar o número de meios aéreos [no local]. A informação que eu tinha
é que estariam a operar quatro. Por vezes, há algum desfasamento entre o
número de meios aéreos que consta no ‘site’ da ANEPC e os aparelhos que
estão em combate, os que estão em coordenação, trabalho que também é
importante. Mas estes eu não os considero porque não estão a combater o
fogo”, realçou.Na quarta-feira à noite,
cerca de 150 habitantes das aldeias de Britelo, Sobredo, Germil e
Lourido foram retiradas das suas habitações, por razões de segurança,
face à proximidade das chamas, tendo entretanto regressado durante a
manhã.“Quero deixar uma palavra de
agradecimento às populações porque não é fácil nestes cenários [largar]
as suas casas, as suas vidas, mas compreenderam e respeitaram a medida,
até pela necessidade face ao fumo intenso que se fazia sentir”,
destacou.Augusto Marinho desejou “as
rápidas melhoras aos 19 operacionais feridos durante o combate ao fogo
que lavra há seis dias, sendo que seis tiveram de receber tratamento
hospitalar”.“A informação que tenho é que estão todos bem”, frisou.