FNE aponta injustiças na progressão na carreira docente e pede correção das orientações
17 de jun. de 2025, 12:33
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a federação refere que enviou, na segunda-feira, um ofício
ao diretor-geral a solicitar a correção das orientações da DGAE enviadas
às escolas a respeito da progressão na carreira, sublinhando, em
concreto, a situação dos docentes que à data de 01 de setembro de 2024
foram reposicionados na carreira na sequência da recuperação do tempo de
serviço congelado durante o período de intervenção da 'Troika'.“A
FNE alerta para a existência de interpretações contraditórias e
juridicamente incorretas, adotadas por diferentes instrumentos de
orientação da DGAE, relativamente à obrigatoriedade de permanência de
365 dias no escalão em que os docentes foram reposicionados”, explicam
os representantes dos professores.De
acordo com a FNE, as orientações mais recentes preveem a obrigatoriedade
de permanência de 365 dias no escalão em que os professores foram
reposicionados.A exigência, continua a
federação, pode ter interpretações contraditórias e está a ser imposta
mesmo nos casos em que os docentes reúnem tempo suficiente para
progredir, mas por terem sido reposicionados a 01 de setembro estão a
ser penalizados e impedidos de aceder ao escalão seguinte.“Esta
interpretação viola o princípio da igualdade de tratamento entre
docentes e contraria os esclarecimentos oficiais previamente
divulgados”, argumenta a estrutura sindical, que alerta que se as
orientações não forem alteradas, poderão originar “injustiças e
situações de ultrapassagem remuneratória entre docentes com igual tempo
de serviço”.A FNE considera ainda
“inaceitável que docentes de carreira fiquem impedidos de progredir” nas
mesmas condições que professores contratados.