FMI acredita que Rússia irá sentir maior impacto das sanções em 2023
Ucrânia
26 de jul. de 2022, 15:59
— Lusa/AO Online
Na
atualização das previsões económicas mundiais, divulgadas hoje, o FMI
melhorou as projeções de crescimento económico para a Rússia este ano,
embora tenha piorado para 2023: em 2022 espera uma queda de 6% (contra
8,5% previstos em abril) e em 2023 prevê uma queda de 3,5% (contra 2,3%
previstos anteriormente). O
economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, explicou hoje, em
conferência de imprensa, que existem duas razões pelas quais a economia
russa não irá cair tanto quanto o anteriormente esperado. Por
um lado, as medidas tomadas pelo país para estabilizar o setor
financeiro têm sido “muito eficazes” e têm “ajudado a sustentar a
economia nacional” e, por outro, o país tem beneficiado das exportações
de petróleo e gás para o resto do mundo, especialmente para a Europa, no
atual contexto de aumento dos preços da energia.Na
mesma linha, a diretora-adjunta do Departamento de Investigação, Petya
Koeva, disse naquela conferência que a procura interna tem sido forte na
Rússia, graças a medidas de apoio orçamental e também a ações para
restabelecer a confiança no sistema financeiro, "que não parecia
possível no início da crise".No caso de
2023, Pierre-Olivier Gourinchas considerou que será nesse ano que a
Rússia irá sentir em maior medida as inúmeras sanções aprovadas contra o
país pela invasão da Ucrânia.“Acreditamos
que o impacto das sanções levará a uma maior deterioração em 2023”,
disse o economista-chefe do FMI para justificar a mudança nas previsões
para aquele ano.