“Temos
confiança no sistema jurídico dos Estados Unidos (EUA)”, afirmou
Nicolás Maduro Guerra, que é deputado, recordando que o pai beneficiava
de “imunidade mundial, em conformidade com a Convenção de Genebra
[relativa Direito Humanitário Internacional] e a Convenção de Viena [que
regula os tratados entre os Estados soberanos]”.A
segunda audiência do processo contra o líder venezuelano deposto
Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, acusados de crimes relacionados
com o narcotráfico, está a decorrer hoje num tribunal federal de Nova
Iorque.A audiência, que decorre neste
momento em Nova Iorque, acontece três meses após a captura de Maduro e
Flores durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, e
destina-se principalmente a resolver questões processuais.Maduro
é acusado nos Estados Unidos de quatro crimes: três de conspiração para
cometer narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras
e engenhos explosivos; e um quarto crime de posse de armas. Cilia
Flores, por sua vez, está acusada de dois crimes.Na primeira comparência, a 05 de janeiro, Maduro declarou-se inocente e classificou-se como um prisioneiro de guerra.Os
especialistas anteveem que o julgamento formal só terá início daqui a
um ou dois anos, altura em que o juiz responsável pelo caso, Alvin
Hellerstein, terá 94 anos.Maduro, tal como
a mulher, está detido no Centro de Detenção Metropolitano, uma prisão
federal em Nova Iorque conhecida pela sobrelotação e pelas más
condições.