Fila de quase duas horas marca arranque de conferência sobre ambiente com Obama
6 de jul. de 2018, 11:07
— Lusa/AO Online
Na
Rua Passos Manuel está montado, desde madrugada, um forte dispositivo
de segurança e corte de trânsito, o que obrigou os convidados para a
conferência sobre alterações climáticas a fazerem fila, ao longo da
manhã, para recolher o convite e entrar no Coliseu onde se realiza o
evento.Cerca
de 2.000 pessoas foram passando, entre as 09:30 e as 11:15 horas, pelas
baias de segurança colocadas em frente ao equipamento cultural que
acolhe a Climate Change Leadership Porto Summit 2018, sendo depois
submetidas a um controlo de segurança semelhante ao utilizado nos
aeroportos.No
evento participa o ex-presidente dos Estados Unidos da América, Barack
Obama, cuja chegada está prevista para as 13:00 horas, mas a entrada
deverá realizar-se pela garagem do Coliseu, não estando previsto que o
antigo governante americano seja visto no exterior. A
organização estima que Barack Obama, que vai falar sobre o impacto das
alterações climáticas, esteja em Portugal cerca de duas horas.Também
está prevista a presença do premiado com o Nobel da Paz Mohan
Munasinghe, bem como a ex-diretora geral da UNESCO Irina Bokova e o
conselheiro económico político Juan Verde.Ao
longo da manhã foram entrando no Coliseu do Porto vários autarcas,
empresários e responsáveis por organizações ambientalistas.Numa
breve declaração aos jornalistas, Francisco Ferreira da Associação Zero
valorizou a presença de Obama nesta conferência e disse desejar que
deste evento "saiam conclusões importantes para o futuro".Também
Paulo de Azevedo, responsável máximo da Sonae, mostrou expectativa
quanto aos trabalhos desta conferência e lembrou que o pai, Belmiro de
Azevedo, foi "pioneiro" em Portugal na preocupação com as alterações
climáticas.Esta
conferência serve também para o lançamento do Protocolo do Porto, que
pede aos seus subscritores que "façam mais do que estão a fazer para
ajudar a mitigar e solucionar as alterações climáticas - um problema de
toda a humanidade, mas com um impacto direto no setor agrícola", lê-se
num documento ao qual a Lusa teve acesso.O
evento visa ainda a criação de uma base de dados com casos de estudo do
que pode ser feito e quem pode ajudar, assumindo que as empresas
signatárias poderão partilhar as suas histórias de sucesso para que
outros possam ter fácil acesso a tais dados.