FIFA anuncia 16 nomes para o Painel de Opinião dos Jogadores para combate ao racismo
5 de set. de 2025, 16:42
— Lusa/AO Online
Além de Weah, estarão
no painel Emmanuel Adebayor (Togo), Mercy Akide (Nigéria), Iván Córdoba
(Colômbia), Didier Drogba (Costa do Marfim), Khalilou Fadiga (Senegal),
Formiga (Brasil), Jessica Houara (França), Maiana Jackman (Nova
Zelândia), Sun Jihai (China), Blaise Matuidi (França), Aya Miyama
(Japão), Lotta Schelin (Suécia), Briana Scurry (Estados Unidos), Mikaël
Silvestre (França) e Juan Pablo Sorín (Argentina).Segundo
a FIFA, a missão do painel consiste em integrar o posicionamento global
contra o racismo, monitorar e dar suporte a estratégias de combate ao
racismo, empenhar-se em iniciativas educacionais e contribuir com
reformas.Os membros terão ainda a missão
de oferecer suporte a iniciativas de combate ao racismo e fortalecer a
campanha 'Não ao Racismo', através da partilha das suas próprias
experiências.O painel é criado no âmbito
do Pilar 5 do Posicionamento Global contra o Racismo, aprovado por
unanimidade pelas 211 federações da FIFA, no congresso de Banguecoque,
em maio do ano passado. "As federações
deixaram claro que o mundo está unido contra o flagelo do racismo no
nosso jogo. Como parte disso, e pela primeira vez, teremos jogadores no
centro do movimento necessário para transformar essa mudança em
realidade", disse o presidente da FIFA, Gianni Infantino. "Temos
muita sorte em contar com indivíduos tão apaixonados e proeminentes,
cada um trazendo consigo experiências únicas e individuais.",
acrescentou, na apresentação do painel.Segundo
Infantino, os 16 membros do painel "vão contribuir com a educação em
todos os níveis do desporto e incentivar novas ideias para uma mudança
duradoura”.“Eles continuarão a pressionar
para uma mudança na cultura do futebol, garantindo que as medidas para
combater o racismo não sejam apenas discutidas, mas também colocadas em
prática, tanto dentro quanto fora dos campos.", disse ainda.Os
cinco pilares projetados pela FIFA são: Regras e sanções (1), Medidas
em campo (2), Denúncias criminais (3), Educação (4), Opinião dos
jogadores (5).A FIFA tem vindo a
implementar esses cinco pilares, nomeadamente com a atualização do seu
Código Disciplinar, que inclui multas mais altas e maior
responsabilização. Jogadores e árbitros podem agora auxiliar na
identificação dos responsáveis por abusos racistas. Com
o objetivo de assegurar a aplicação uniforme, todas as
federações-membro da FIFA têm de adaptar as suas normas disciplinares
aos princípios gerais do CDF.Enquanto
isso, o Serviço de Proteção nas Redes Sociais da FIFA promove a troca de
pacotes de provas após a conclusão dos torneios, para auxiliar em
eventuais processos judiciais em nível nacional. Até o momento, mais de
cem pacotes foram distribuídos, enquanto o serviço analisou 33 milhões
de publicações e comentários em mais de 15 mil contas das redes sociais.Como
parte das campanhas "Não ao Racismo" e "Não à Discriminação", a FIFA
compartilha materiais educativos com jogadores, treinadores, árbitros e
adeptos, e planeia lançar ainda este ano uma ferramenta de e-learning
completa para as federações-membro.