Festival Walk & Talk regressa à ilha Terceira a partir de sexta-feira
28 de set. de 2017, 11:18
— Lusa/AO Online
“Viajar pelo arquipélago
permite envolver diretamente as outras ilhas na dinâmica e investimento
do Walk&Talk. Quer como acontece agora com a extensão a Angra [do
Heroísmo], quer num futuro próximo com a realização de itinerâncias,
residências e projetos criados ao longo do ano, novamente em São Miguel e
na Terceira ou noutras geografias do arquipélago”, adiantou Sofia
Carolina Botelho, da direção artística do Walk&Talk, numa nota de
imprensa.O Walk & Talk leva à ilha Terceira cerca de uma
dezena de artistas, entre sexta-feira e o dia 05 de outubro, sendo que o
programa inclui intervenções de arte urbana, mas também em exposições,
performances, sessões de cinema, visitas guiadas, oficinas e conversas.Depois
de em 2016 ter promovido a pintura de várias obras em prédios e
edifícios abandonados, em Angra do Heroísmo, o festival prevê para este
ano duas instalações no Relvão (zona verde com parque infantil) e dois
murais no centro da cidade, com intervenções do coletivo Baldios e dos
artistas Carolina Celas e Roberto Ciderz.O programa inclui
visitas ao circuito de arte pública de Angra do Heroísmo, que integrará
as obras realizadas no ano passado e as deste ano.Na sexta-feira,
é inaugurada a exposição “Rio Atlântico”, de Carolina Celas, na
Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, que resulta
de uma residência artística realizada em junho, e no dia seguinte a
artista dará no mesmo local uma oficina infantil.Já o Museu de
Angra do Heroísmo acolhe, a partir de sábado e até 15 de outubro, a
exposição "Message in a Bottle", com trabalhos de Silvia Amancei &
Bogdan Armanu, Razvan Anton, Belu-Simion Fainaru, Vera Mota, Ciprian
Muresan & Gianina Carbunariu, Larisa Sitar e Diana Vidrascu, que tem
curadoria de Diana Marincu.Segundo o Museu de Angra do Heroísmo,
a exposição, patente na Sala do Capítulo, “é construída como uma
cápsula do tempo, reunindo uma série de questões sobre os tempos atuais e
refletindo sobre os processos de aceitação e receção da mensagem
artística”.A mostra terá inauguração conjunta com a exposição
“Re_Act Contemporary Art Laboratory”, na Sala Dacosta, uma iniciativa da
residência artística Re_Act, da ilha Terceira, que durante duas semanas
juntou na ilha Terceira oito artistas de Portugal, Brasil, Itália e
Suíça.Com curadoria de Tal Projectos e No.Stereo, a exposição
apresenta obras de Antonio Bokel, Gabriela Maciel, Gioia Giramolo,
Mauricio Vicerè, Ivan Divanto, Paulo Arraiano, Patric Sandri e Paulo
Ávila Sousa.Quanto ao programa do Walk & Talk, inclui ainda,
na segunda-feira, cinema ao ar livre, no Núcleo de História Militar
António Manuel Baptista de Lima, com dois filmes produzidos nos Açores,
que resultam de residências artísticas de outras edições do festival:
“Become Ocean”, de Miguel C. Tavares, e “Flores”, de Jorge Jácome.Na
terça-feira, Lígia Soares apresenta, na Casa do Sal, “Romance”, “uma
performance que explora a forma como as pessoas usam as palavras por
defeito e não por opção” e no Museu de Angra do Heroísmo haverá um
debate sobre a nova identidade cultural açoriana.