Festival Super Bock Super Rock adiado para julho de 2022
Covid-19
31 de mai. de 2021, 14:29
— Lusa/AO Online
“Esta
é uma decisão extraordinariamente difícil. Trabalhámos, ao longo dos
últimos meses, em conjunto com o Governo, as Autoridades de Saúde e os
representantes do setor, em medidas que possam permitir o regresso dos
Festivais em segurança. No entanto, as restrições à circulação
internacional estão a obrigar grande parte dos artistas a adiar as suas
tours para 2022, o que inviabiliza manter o Super Bock Super Rock este
ano”, pode ler-se no comunicado da organização, que anuncia as novas
datas como sendo 14, 15 e 16 de julho de 2022.A
promotora recorda que os bilhetes comprados para 2020 ou para 2021
continuam a ser válidos para o evento em 2022, sendo possível o
reembolso, nos 14 dias úteis a seguir à data prevista para a realização
do festival, apenas para as entradas compradas em 2020, segundo as
normas aprovadas para estas situações.No
entanto, a organização deixa um apelo: “Quem puder manter o bilhete
adquirido para desfrutar do Festival em 2022 estará a prestar um
contributo valioso a este setor, que foi um dos mais afetados pela
pandemia”.Sobre se o cartaz se vai manter
em 2022, a organização refere, no ‘site’ do evento, que está “a
trabalhar para manter o mesmo ou ainda melhor cartaz”. O
cartaz do festival SBSR incluía nomes como A$AP Rocky, Brockhampton,
Hot Chip, Slow J, Wire, Foals, Kali Uchis, Son Lux, entre outros.Por
causa das restrições para limitar a propagação da covid-19, pela
situação pandémica noutros países e pelos diferenciados ritmos de
vacinação, foram já adiados vários festivais de música, entre os quais o
ID No Limits e o CoolJazz (ambos em Cascais), o Alive (Oeiras), o Rock
in Rio Lisboa, o Primavera Sound (Porto), o Boom Festival
(Idanha-a-Nova), o Barroselas Metalfest e o Gouveia Art Rock.No
entanto, há outros festivais que continuam marcados em Portugal,
nomeadamente o Sudoeste (agosto, Odemira) e o Paredes de Coura (agosto,
distrito de Viana do Castelo).De acordo
com o 'plano de desconfinamento' do Governo, a realização de "grandes
eventos exteriores e interiores, sujeitos a lotação definida" é
permitida desde 03 de maio, pela Direção-Geral da Saúde.Foram
realizados quatro eventos-piloto, entre finais de abril e inícios de
maio em Braga, Coimbra e Lisboa, com plateia sentada e em pé, com o
objetivo de definir "novas orientações técnicas e a realização de testes
de diagnóstico de SARS-CoV-2 para a realização de espetáculos e
festivais". A 05 de maio, a ministra da
Cultura, Graça Fonseca, afirmou que os ministérios da Cultura e da Saúde
estavam a trabalhar para perceber a "progressão" que seria possível
fazer na realização de eventos, já autorizados, e remeteu um balanço
para depois da realização dos "eventos teste".