O largo da Igreja do Colégio, em Ponta Delgada, prepara-se para receber,
de hoje e até domingo, mais uma edição do ‘Festival Música no Colégio’
2026, organizado pelo Coral de São José.Este ano, o ‘Música no
Colégio’ teve um tema principal e todo o programa foi pensado e
construído à volta desse tema. Sónia Penela, presidente da direção do
Coral de São José, explica que o programa é “todo em português e tem a
ver com Ponta Delgada ser a capital portuguesa da cultura e, também,
estarmos a comemorar os 50 anos da Autonomia dos Açores”. Desta
forma, hoje é a Noite Açoriana, intitulada ‘Raízes em Harmonia: Um
encontro entre o tradicional e o erudito’. Em palco “Ana Paula Andrade,
do Conservatório Regional de Ponta Delgada, que fará uns arranjos ao
cancioneiro açoriano, e terá alguns convidados, nomeadamente um grupo
folclórico. Será toda a noite com temas açorianos”, afirmou Sónia
Penela. Amanhã, será a Noite Filarmonia, ‘Canções da Liberdade: 50
anos da Autonomia dos Açores’ , em que “teremos a colaboração da Banda
Filarmónica Nossa Senhora das Neves com o maestro Hélio Soares. Estará
também em palco o saxofonista João Pedro Silva e, o Coral de São José
fará uma intervenção.No domingo, será a Noite de Ópera, ‘O lirismo
nacional: dos Séculos XVIII a XX’. Esta é a noite em que o Coral de São
José estará em palco, e “vamos apresentar várias óperas portuguesas.
Será uma noite muito interessante porque são temas, alguns deles
desconhecidos e são tão bonitos que acho que mereciam este destaque”,
disse Sónia Penela. Nesta noite, para além do Coral e do seu maestro,
Luís Filipe Carreiro, sobem também ao palco, a soprano açoriana Sandra
Medeiros, o tenor Sérgio Sousa Martins, o barítono açoriano José Corvelo
e o pianista Ricardo Martins.Colocar em ‘palco’ um festival desta
envergadura nem sempre é fácil. Para a presidente da direção do Coral de
São José, “foi um desafio grande. Temos alguns constrangimentos, porque
é um festival com uma estrutura, um impacto e um orçamento difícil, por
vezes, de gerir. Mas, felizmente, tudo correu pelo melhor e estamos
muito orgulhosos. Temos a certeza que serão três noites inesquecíveis”.
Sónia Penela adianta que tinham muito presente o que queriam apresentar
este ano e passava por um programa que “fosse harmonioso, que houvesse
uma história, que todas as noites estivessem interligadas e acho que
conseguimos isso muito bem. Também foi muito evidente que teria que ser
repertório português. Queríamos dar luz e palco a tudo o que é feito
pelo nosso povo”, isto porque “temos uma grande honra em tudo o que é
feito na nossa língua e, acima de tudo, também na nossa região”. A
finalizar Sónia Penela deixa um agradecimento a “todos os coralistas,
porque a logística do nosso concerto não foi fácil. É com o empenho,
resiliência e capacidade de trabalho de todos que é possível fazermos o
que fazemos. Agradecer também à nossa direção artística, na pessoa do
maestro Luís Filipe Carreiro, porque é um trabalho incansável”.