Festival +Jazz na encerra com Morhua de Cláudia Pascoal
Terceira
24 de mai. de 2018, 14:10
— Lusa/AO online
“É
claramente uma aposta na juventude, mas também na maturidade musical
destes jovens e na qualidade”, adiantou, em declarações aos jornalistas
Daniela Silveira, da Mais Jazz Produções, que organiza o festival.A
banda de Cláudia Pascoal, João Sousa, Gabriel Gomes, André Soares e
Rafael Santos estreia-se nos Açores, para apresentar o seu primeiro
álbum, do qual saiu o ‘single’ “Darling Dear”.A
jovem Sara Cruz, natural da ilha de São Miguel, será a primeira a pisar
o palco do festival, na sexta-feira, às 21:30 (mais uma hora em
Lisboa), no Museu de Angra do Heroísmo, com a apresentação do seu
segundo EP, que mistura os estilos 'singer-songrwritter', pop e
'indie-folk'.A
segunda atuação da noite, pelas 23:00, fica a cargo da Luís Barbosa
Band, também de São Miguel, que leva a Angra do Heroísmo a antestreia do
seu primeiro álbum de originais “Dust to the sky”, numa fusão de blues,
rock e funk.No
sábado, antes dos Morhua, sobem ao palco os Boots Reunion, igualmente
de São Miguel, banda de blues que se prepara para lançar o primeiro
álbum e o primeiro ‘single’ “Sun Girl”.Segundo
a organizadora do +Jazz, o projeto iniciado em 2012 com o objetivo de
“divulgar e estimular a criação artística na vertente jazzística” tem
conseguido alcançar os seus objetivos.“A
dinâmica a que se assiste na área do jazz na cidade de Angra do
Heroísmo julgo que se deveu muito à perseverança e ao empreendedorismo
do projeto +Jazz”, frisou.Com
uma procura crescente do público de edição para edição, o festival tem
conseguido atrair “cada vez mais jovens”, mas também turistas, de acordo
com Daniela Silveira.“O
projeto +Jazz pode dizer que 50% da sua audiência são estrangeiros. Eu
acho que esta linha atrai muito quem vem de fora, porque já existe outra
cultura à volta do jazz. Na ilha Terceira, iniciámos a nossa já há
bastante tempo. Temos vindo a fortalecê-la e neste momento julgo que
estamos fortes e devemos manter esta linha”, apontou.O
festival integra ainda a exposição “Sorrisos de Pedra”, com esculturas
de Helena Amaral e fotografias de Pedro Silva, que estará patente na
Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro até ao final
do mês, fruto de uma parceria com a associação cultural MiratecArts, da
ilha do Pico.Em
2019, o projeto +Jazz vai evoluir para uma associação cultural sem fins
lucrativos e vai expandir a sua atividade a outras ilhas. Segundo
Daniela Silveira, será organizado um festival internacional de jazz na
ilha do Pico e, em parceria com a associação Porta-Jazz, do Porto, será
promovida uma formação musical anual, em jazz, com a deslocação de
professores mensalmente às ilhas Terceira, São Miguel e Faial.