Festival Internacional dos Açores vai levar música, teatro e cinema às nove ilhas
Hoje 18:06
— LUSA/AO Online
Num comunicado enviado à agência Lusa, a organização destacou que o 20.º Festival Internacional dos Açores (FIA) vai manter a “presença nas nove ilhas” da região como uma das “principais características”, perspetivado a realização de uma “edição histórica” que se vai prolongar até 2027.“A programação da 20.ª edição do FIA, leva música, teatro, cinema, conferências, formação e criação artística a várias ilhas do arquipélago, reforçando a dimensão descentralizada e comunitária do festival”, lê-se na nota de imprensa.Da programação constam os espetáculos de Ana Paula Russo e Nuno Dias na ilha Graciosa (10 de outubro), de Nicolás Pérez-Nievas Baquedano na Terceira (10 de outubro) e do duo Artur Pizarro e Daniel Bernardes no Pico (20 de outubro), que no dia seguinte vão realizar uma ação de formação na mesma ilha.O FIA vai levar, também, as Sonatas de Chopin, por Artur Pizarro, a São Miguel (22 de outubro), o cine-concerto “Nosferatu”, por Daniel Bernardes, à ilha do Faial (22 de outubro), a atuação de Rafael Kyrychenko à ilha Terceira (24 de outubro) e o espetáculo de Carla Caramujo e Pedro Lopes, “Heroínas do Destino”, a São Jorge (31 de outubro).Segundo a organização, a “dimensão de criação artística com as comunidades locais assume igualmente um lugar central nesta edição”, dando como exemplo das iniciativas “O sonho e a terra”, de Alexandra Battaglia, em Rabo de Peixe, e a formação da atriz Custódia Gallego na ilha Terceira.“Um festival que quer trabalhar com as comunidades tem de as ouvir”, defende o diretor do festival, Tiago Nunes, citado no comunicado.Do programa do FIA consta, também, a conferência “50 anos de Autonomia – O Estado da Cultura nos Açores”, no Teatro Micaelense (09 de novembro), e a sessão comemorativa dos 20 anos do festival na Biblioteca de Angra do Heroísmo (29 de novembro).Na apresentação do festival, que decorreu no sábado, o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, salientou que “quem produz, quem programa e quem faz circulação e criação artística nos Açores suporta custos que uma estrutura instalada no continente não enfrenta”.Já a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto do Governo dos Açores, Sofia Ribeiro, destacou a importância da descentralização ao apontar como “desafio” levar a cultura a quem não tem acesso.