Festival de artes Walk&Talk realiza 10.ª edição de 15 a 24 de julho em São Miguel
29 de abr. de 2021, 15:26
— Lusa/AO Online
Sob
o mote “Será por onde formos”, o festival pretende explorar “dimensões
de circulação, tempo e encontro e a sua influência na construção de
perceções, códigos, movimentos e novas ecologias e comunalidades”.Em
2020, a organização optou por um interlúdio na edição que marcava a
primeira década deste festival de artes açoriano, com a edição 9.5, que
se realizou entre o presencial e o digital.
O certame regressa este ano “com um programa organizado em torno de
excursões diárias que se ancoram em exposições, instalações,
performances, conversas e comensalidade, para criar caminhos de
experiência coletiva da arte”.Estão já
confirmados Abbas Akhavan, Alex Farrar, Alice dos Reis, Catarina
Miranda, Danny Bracken, Diogo Lima, Flávio Rodrigues, Gustavo Ciríaco,
Ilhas, Joana Franco, João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira, Luís
Senra, Luísa Salvador, Mané Pacheco, Margarida Fragueiro, Miguel Flor,
Nádia Belerique, Pedro Maia & Lucy Railton, Sofia Caetano e Tropa
Macaca, mas serão ainda anunciados mais nomes, adianta a organização, em
comunicado.Os trabalhos apresentados
resultam de residências artísticas realizadas nos Açores entre 2018 e
2021 e são curados pelos diretores artísticos do festival, Jesse James e
Sofia Carolina Botelho, e pela curadora convidada Ana Cristina Cachola.“Será
por onde formos” parte da vaga – espaço de arte e conhecimento,
inaugurado em 2020 pela associação Anda & Fala, responsável pelo
festival, mas passa por outros equipamentos, como o Arquipélago – Centro
de Artes Contemporâneas ou o Teatro Micaelense, “estendendo-se a outras
zonas da ilha, como os Mosteiros, Ribeira Grande ou Água de Pau”.Esta
edição reafirma “a continuidade do Programa de Conhecimento enquanto
elemento substancial e agregador do festival, através da Summer School
W&T e outras ações de mediação, e arrancam também as residências
artísticas no âmbito da próxima edição, em 2022”.A
organização destaca que este “será um dos primeiros eventos públicos a
acontecer nos Açores em 2021” e que é, por isso, “uma experiência piloto
na implementação de procedimentos e normas recomendadas pela Direção
Regional de Saúde que possibilitam o regresso à experiência física e
presencial de forma segura e controlada”.