Festival Azores Burning Summer há 10 anos a unir música e sustentabilidade ambiental
6 de ago. de 2024, 17:48
— Lusa/AO Online
“É
de facto na sua sustentabilidade que o festival se destaca
relativamente a outros, através da implementação de medidas que têm um
claro sucesso durante o evento e na sensibilização que faz através da
sua programação ecológica”, sublinhou o diretor do Eco Festival Azores
Burning Summer, Filipe Tavares.Em
declarações à agência Lusa, Filipe Tavares explicou que foram
introduzidas nos últimos anos mais duas metas ambientais, totalizando
quatro medidas, nomeadamente desperdício zero, beata zero e ruído visual
zero, além do ‘car sharing’ para uma melhor gestão dos parques de
estacionamento periféricos do festival e para "a redução da pegada
carbónica", pois possibilita a partilha de veículos.Entre
30 e 31 de agosto a Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, concelho da
Ribeira Grande, será palco para o festival, o primeiro nos Açores a
obter duas certificações internacionais ao nível do contributo para a
sustentabilidade, no Iberian Festival Awards.A
organização do festival tem como objetivo evitar o desperdício e
promover a alteração de hábitos de consumo, sendo que a maior meta a
alcançar é o despertar da consciência ecológica coletiva.Filipe
Tavares assinalou que o Azores Burning Summer "não se cinge apenas à
sua programação musical, a 30 e 31 de agosto", já que o evento está
distribuído por "quatro momentos"."Três dos momentos do festival são de acesso gratuito e uma parte do quarto momento também é grátis", acrescentou.Antes
dos concertos que vão decorrer no final de agosto, "em junho e julho já
decorreu o programa comunitário de saúde ‘Vive’, na freguesia da Maia,
destinado às comunidades rurais do concelho da costa norte da Ribeira
Grande", lembrou.De 12 a 15 de agosto, haverá cinema na praia com a exibição de quatro estreias de filmes de temáticas sociais e ambientais.O
terceiro momento, em 30 e 31 de agosto, será o festival musical na
Praia dos Moinhos com acesso gratuito, enquanto que os concertos no
parque dos Moinhos são de acesso pago, segundo a Associação Regional
para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo, Ambiente, Cultura e Saúde,
que promove o evento.Filipe Tavares
adiantou ainda à Lusa que a 10.ª edição do festival será assinalada de
"uma forma especial", com música, cinema, ‘ecodesign’, veículos
elétricos, debates, ‘land art’ e ações comunitárias.Assim,
no primeiro dia (30 de agosto) e noite a programação musical será
especialmente dedicada a Cabo Verde, com ‘dj’ Narco Paulo, o Moinhos
Revival Jam (que junta músicos locais com músicos visitantes) by Jaime
Roth, ‘dj’ Novo Major, Princezito, ‘dj’ Adrian Sherwood acompanhado pelo
MC Ghetto Priest, Mayra Andrade, ‘dj’ Milhafre, Ferro Gaita e ‘dj’
Mesquita & Laura. No segundo dia e
noite irão atuar ‘dj’ FLiP, Moinho Revival Jam by Ricardo Reis, ‘dj’
Isilda Sanches, Da Chick, ‘dj’ Herberto Quaresma, Moullinex, ‘dj’ Pedro
Tenreiro, Xinobi, ‘dj’ Moullinex & Xinobi (back-to-back). Nesses
dois dias, haverá ainda iniciativas para despertar a consciência
ecológica coletiva: o Eco Market e a Expo Veículos Elétricos. Para encerrar a programação musical, o público poderá presenciar a instalação de fogo Burning Love.O
último momento do festival será dedicado às crianças com o programa
comunitário HABITAT, com atividades educativas sobre o Mar dos Açores,
entre 02 e 04 de setembro, em parceria com o Instituto Okeanos e o
Observatório do Mar dos Açores, de acesso gratuito."Desenhamos
um festival que não é massas. A ideia é adaptar o festival à Praia dos
Moinhos, sempre com um sentido de proteção da zona balnear", salientou o
diretor do Azores Burning Summer, lembrando que existem parques e um
serviço ‘shuttle’ gratuitos.O passe geral custa 30 euros e o bilhete diário 20 euros até 29 de agosto.