Festas populares continuam suspensas em julho e agosto
Covid-19
2 de jun. de 2021, 16:58
— Lusa/AO Online
Após
uma reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa, para atualizar as
medidas do processo de desconfinamento, no contexto da pandemia de
covid-19, o primeiro-ministro lamentou que a proibição de realização das
tradicionais festas populares se mantenha, mas sublinhou que “suscitam
sempre grande movimentação, grande concentração de pessoas”.“Estamos
certos de que os primeiros a agradecer ao Governo tomar o ónus desta
decisão serão os autarcas, que assim são poupados de terem de tomar as
medidas que teriam inevitavelmente de tomar para a proteção das suas
populações”, afirmou.Questionado sobre a
criação de zonas de diversão no Porto para assinalar o São João, António
Costa referiu que o Governo falou com o município e sublinhou que não
estão previstas festividades tradicionais, “mas a realização de três
eventos, em três espaços ao ar livre devidamente limitados e concertados
entre a Câmara Municipal do Porto e as autoridades de saúde”, pelo que
serão seguidas “as regras próprias dos eventos” atualmente aplicadas."Quanto
às situações de incumprimento das normas de afastamento, compete
naturalmente às forças de segurança assegurar o cumprimento das normas",
acrescentou.Relativamente aos festejos do
São João, no Porto, o presidente da Câmara Municipal já disse que vão
ser criadas três zonas de diversões, mas sem concertos na avenida e fogo
de artifício, devido à pandemia de covid-19.“São
João haverá sempre. Na noite de 23 para 24 [de junho] é São João no
Porto. Aquilo que a câmara permitiu, com o parecer das autoridades de
saúde, foram três zonas de diversões, onde as pessoas podem ir em
condições consideradas de total segurança por parte da Direção Geral [da
Saúde]”, explicou Rui Moreira aos jornalistas, na segunda-feira, no
final da reunião pública do executivo camarário.O
autarca assumiu que as medidas adotadas para os festejos do São João na
cidade são importantes para setores que estão parados há meses, mas
também para as famílias.Em relação às
festas de Lisboa, na terça-feira, em declarações à agência Lusa,
Fernando Medina (PS) indicou que, tal como no ano passado, os arraiais
“não vão ser licenciadas nem pela Câmara, nem por Juntas de Freguesia e,
por isso, a fiscalização cabe às autoridades, quer à Polícia Municipal,
quer à Polícia de Segurança Pública [PSP]”.“Infelizmente,
já antecipávamos este cenário, por isso já tínhamos anunciado que não
iríamos ter as marchas este ano e que os festejos não se iriam realizar,
isso é óbvio. Isto agora estende-se a toda a noite de Santo António, na
noite do dia 12 [de junho], os arraiais tão típicos desta altura não
vão acontecer e, por isso, teremos que, infelizmente, aguardar mais um
ano para podermos de novo celebrar o Santo António com a alegria que a
cidade gosta de o fazer”, declarou o presidente da Câmara Municipal de
Lisboa.