Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres e Lenda das Sete Cidades finalistas das 7 Maravilhas da Cultura Popular de Portugal
8 de jun. de 2020, 16:16
— Susete Rodrigues/AO Online
A
Câmara Municipal de Ponta Delgada submeteu às 7 Maravilhas da
Cultura Popular de Portugal as Festas do Senhor Santo Cristo dos
Milagres e a Lenda das Sete Cidades. Ambas as candidaturas estão,
agora, entre os finalistas nacionais, adianta nota da autarqui.
A Organização das 7
Maravilhas de Portugal recebeu 504 candidaturas ao concurso de 2020
dedicado à Cultura Popular e o Painel de Especialistas, composto por
7 elementos de cada um dos 18 distritos nacionais e dos Açores e da
Madeira, elegeu 7 patrimónios de cada região, num total de 140
finalistas, que participarão nas eliminatórias regionais.
As 20 finais regionais
correspondem a 20 programas, a transmitir em direto durante o mês
de julho, pela RTP1 e RTP Internacional, a partir dos municípios
mais pequenos que estiverem a concurso. Aqui, serão diretamente
apurados os 20 vencedores, através do voto popular.
As duas semifinais, que
irão apurar os 14 finalistas, realizam-se a 23 e 30 de agosto,
enquanto a 5 de setembro será efetuada a Declaração Oficial das 7
Maravilhas da Cultura Popular.
Refira-se que a Procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres é a maior da Europa e
a segunda maior do Mundo, sendo a mais antiga devoção de Portugal.
A primeira procissão
ocorreu a 11 de abril de 1700. Madre Teresa foi a sua maior devota e
responsável por toda a fé que ao Senhor Santo Cristo dos Milagres
se pratica. Esta manifestação de
fé e gratidão acontece há cerca de 320 anos.
Quanto à Lenda das
Sete Cidades, segundo Jorge Arruda, em "Verde Azul lendas,
contos e factos" fala sobre "o antigo reino das Sete
Cidades".
Reza a lenda que os
reis tinham "uma filha muito linda" (...) que "amava a
vida campestre, motivo por que andava pelos campos a contemplar
montes e vales, aldeias e costumes".
O mesmo autor conta
sobre a princesa: "Um belo dia encontrou um jovem pastor.
Conversou demoradamente com ele e dessa conversa nasceu o amor.
Passaram, por esse motivo, a encontrar-se todos os dias, jurando amor
e afeição mútua. Mas a princesa tinha o seu destino marcado,
porque um príncipe, um herdeiro de outro reino, pretendia a sua mão.
Havia, pois, que suspender o devaneio com o pastor. Assim, foi a
princesa proibida de se encontrar com ele, embora lhe consentissem
uma despedida".
"Ao encontrarem-se
pela última vez, choraram ambos tanto, que a seus pés se formaram
duas lagoas: uma azul, feita de lágrimas caídas de olhos azuis da
linda princezinha; outra verde, devido às lágrimas derramadas dos
olhos verdes do pastor (...).