As Festas da Praia regressam entre os dias 31 de julho e 9 de agosto,
sob o tema “Terra que nos move, povo que nos une”, reforçando a
valorização da identidade, cultura e tradições.Consideradas como as
festividades que têm “maior impacto económico”, as festas continuam a
afirmar-se como um dos principais motores de dinamização local. Como
sublinha Vânia Ferreira, presidente da Câmara Municipal, “estas festas
também são geradoras de promoção turística e nós temos feito por
promover bastante as Festas da Praia em todos os fóruns que temos
oportunidade”.A aposta na valorização do que é local mantém-se como
eixo central da organização. “Valorizar sempre aquilo que é nosso, dar
lugar aos nossos artistas locais e portanto este ano dentro de todas as
áreas em que haverá intervenção, desde a gastronomia à parte taurina e
até mesmo dentro dos desfiles e toda a organização da festa, esta é uma
ponderação que está sempre presente para podermos valorizar os nossos”,
afirmou a edil praiense.Para a autarca, “as Festas da Praia são o
evento com maior impacto social, cultural e económico no Concelho”,
reunindo centenas de visitantes, além dos residentes. O objetivo passa
por reforçar o orgulho na identidade local: “Queremos, portanto,
mostrar-lhes o que nos une e o que nos move. Queremos que tenham orgulho
no ser praiense. É esse o mote das Festas”.Para César Toste, coordenador
geral das Festas da Praia 2026, o simbolismo do tema representa uma
homenagem às freguesias e vila do concelho. “Acredito que a força do
concelho reside na valorização de cada um dos lugares do mesmo. Do
coração da cidade, ao extremo dos Biscoitos ou Porto Martins, existe um
conjunto de espaços, tradições, costumes, pessoas que nos enriquecem
como concelho. A nossa identidade como Praia da Vitória reside na união e
reconhecimento de tudo o que nos une”, disse.A edição deste ano
ganha ainda um significado especial ao assinalar os 50 anos da autonomia
e os 125 anos do nascimento de Vitorino Nemésio, reforçando a ligação
entre o passado e o presente.Cartaz celebra identidade local através de símbolo, cores de verão e tradiçõesO
cartaz oficial, da autoria de Nuno Parreira, reflete essa identidade
através de elementos simbólicos do território. De acordo com César
Toste, a imagem destaca as cores de verão: “o nosso sol, o nosso pôr do
sol, o nosso mar, são tudo cores que nos atraem e que foram plenas para a
escolha deste cartaz. Um movimento contínuo das ondas que banham a
nossa costa, as nossas praias e tornam únicos na nossa insularidade”,
bem como os elementos naturais e culturais como a ave, o mato das zonas
balneares, a roda de moinho, o bordado, o ramo de oliveira e a viola da
terra “tão presente e realizada no nosso povo, que acompanha os 365 dias
do ano, nas matanças, no Carnaval, no Espírito Santo, nas exposições,
na cantoria, no pezinho, nas marchas e no nosso folclore".A
apresentação antecipada das datas e do cartaz surge como uma estratégia
de comunicação. “Para nós era importante assinalar as datas das festas e
fazer a apresentação do cartaz para que as pessoas tenham noção do
trabalho que está a ser desenvolvido. Em termos comunicacionais, será
importante nós podermos mostrar ao público e não só nas redes sociais o
que é feito ao longo destes meses até podermos chegar às datas efetivas
das festas”, explicou Vânia Ferreira.Em termos financeiros, a
organização prevê um orçamento que não deverá ultrapassar
significativamente o do ano anterior, apontando para um valor na ordem
dos 600 mil euros.Com um programa que promete continuar a evoluir
com contributos da comunidade, a organização acredita que esta edição
“orgulhará todos”, mantendo viva a essência de um evento que une
tradição, cultura e identidade local.