Festa do Avante "complexa" por juntar "vários setores"
Covid-19
26 de ago. de 2020, 15:48
— Lusa/AO Online
“Num único
evento há vários setores diferentes. Ao setor dos restaurantes
aplicam-se as regras da restauração. No setor dos espetáculos aplicam-se
as regras de outros espetáculos. É por isso que este evento é
complexo”, afirmou Graça Freitas, na conferência de imprensa sobre a
situação epidemiológica no país.A
responsável da Direção-Geral da Saúde vincou que, para além destes
“segmentos de atividade com regras diferentes”, o evento do Partido
Comunista Português precisa ainda de “circuitos para circular entre
estes pontos”, havendo já a garantia da organização de “ser muito
proativa para evitar que as pessoas se aglomerem”. “O
grande objetivo é que, em cada setor se apliquem as regras próprias e
que nas entradas, saídas e zonas de circulação se evitem as
concentrações de pessoas. Para a circulação das pessoas, contamos com a
organização do evento. Vai ter de ser muito proativa, e já disse que o
seria, para evitar que as pessoas não se aglomerem”, afirmou. Graça
Freitas acrescentou que existe já um “primeiro documento com muitas
orientações” e que, como acontece em “todos os casos, “o documento vai
sendo refinado”.“Temos orientações
genéricas para os espetáculos, para a restauração, etc. A organização do
evento já tem na sua posse muitos elementos para o trabalho que
certamente estará a fazer”, disse.Questionada
sobre a providência cautelar para impedir o evento, a ministra da Saúde
observou que “não conhecendo a ação não é possível” pronunciar-se sobre
ela. Marta Temido referiu que, “tanto
quanto é noticiado, o tipo de providencia não tem efeitos suspensivos”,
frisando que “o Ministério da Saúde acata as decisões dos tribunais”.O
PCP considerou hoje a providência cautelar “desprovida de qualquer
fundamento”, alertando que “a invocação de que os festivais estão
proibidos, ainda que recorrentemente repetida, é absolutamente falsa,
como aliás se pode constatar com os inúmeros eventos que se estão a
realizar por todo o país”.A iniciativa
legal entregue no Tribunal do Seixal pertenceu ao presidente do
Palmelense Futebol Clube, Carlos Valente, também o representante de uma
marca de equipamento audiovisual que fornece discotecas e festivais
musicais em protesto contra as restrições impostas pela lei àqueles
setores de atividade económica.