Entre
as reivindicações apresentadas pelo secretário-geral da Fesap para
o Orçamento do Estado de 2025 consta a "necessidade de valorizar os
salários e negociar o estatuto do pessoal dirigente", de modo a garantir
"o princípio da competência e da independência destes profissionais”."Aquilo
que estamos a assistir hoje, onde há dirigentes que são despedidos da
noite para o dia e os serviços ficam sem dirigentes”, provocando
“dificuldades de funcionamento não é caminho", avisou José Abraão. "Os
serviços públicos devem ser estáveis", defendeu, notando que "cerca de
metade dos dirigentes da Administração Pública estão em regime de
substituição". Para tal, a Fesap sublinha
que é fundamental assegurar "transparência" nos processos de nomeação,
dado que este é "um fator determinante para a despartidarização da
Administração Pública". Da saúde à
cultura, passando pelos polícias e pela habitação, a lista de mudanças
nas lideranças dos organismos e empresas públicas tem crescido. Alguns
deles foram nomeados em regime de substituição e ainda têm de passar
pelo crivo da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração
Pública (CReSAP), dado tratarem-se de altos quadros da Administração
Pública.O Governo liderado por Luís
Montenegro tem vindo a recusar a existência de saneamentos políticos e
alega que quer as direções ‘sintonizadas’ com Governo, bem como com a
necessidade de “mudança de orientação”. As mudanças não são exclusivas deste executivo, tendo acontecido em anteriores, nomeadamente quando mudam os ciclos políticos.