Fesap apela à solidariedade da República para rápida reconstrução do hospital de Ponta Delgada
13 de mai. de 2024, 14:51
— Lusa/AO Online
“Apelamos
ao Governo Regional e ao governo nacional no sentido de equacionar
todas as formas possíveis para que o hospital seja reabilitado tão
rápido quanto necessário”, afirmou o presidente da Fesap, José Abraão,
numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.No
dia 04 de maio, um incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo
(HDES), em Ponta Delgada, obrigou à transferência de todos os doentes
que estavam internados para vários locais dos Açores, Madeira e
continente.O Governo Regional declarou, no
dia seguinte, a situação de calamidade pública para "acelerar
procedimentos" que permitam normalizar num "curto espaço de tempo", a
atividade da maior unidade de saúde açoriana.O presidente da Fesap manifestou solidariedade com os trabalhadores do hospital e com todos os açorianos.Apelou
também ao Governo Regional para que mantenha “todos os postos de
trabalho” da unidade hospitalar, incluindo dos funcionários a contrato.Também
o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e
de Entidades com Fins Públicos (Sintap) nos Açores, Francisco Pimentel,
apelou à “solidariedade da República, mas também da União Europeia”,
para que o HDES possa voltar a “prestar um serviço fundamental para a
saúde das populações dos Açores”.“É
preciso reconstruir rapidamente e reabilitar o hospital, que é um
hospital de fim de linha, de último recurso para o Serviço Regional de
Saúde”, frisou.Uma semana antes da votação
do Plano e Orçamento dos Açores para 2024, Francisco Pimentel insistiu
na necessidade de o documento ser aprovado, para que os funcionários da
administração pública regional possam ter acesso à aceleração da
progressão na carreira e ao aumento da remuneração complementar.“É
preciso não esquecer que estamos em maio e esperemos é que isto seja
aprovado. Fazemos um apelo aos partidos com assento na Assembleia
Legislativa para que votem estas duas normas”, vincou.
As duas medidas constavam das anteriores
propostas de Plano e Orçamento para 2024, apresentadas pela coligação
PSD/CDS-PP/PPM e rejeitadas em novembro de 2023, com os votos contra de
PS, BE e IL e a abstenção de Chega e PAN.O
novo executivo PSD/CDS-PP/PPM, que tomou posse em março, voltou a
incluir as duas reivindicações nas propostas de Plano e Orçamento, mas
continua a não ter uma maioria no parlamento açoriano que garanta a sua
aprovação.