Ministério Público quer ouvir deputado Fernando Medina como arguido
29 de jul. de 2024, 15:13
— Lusa/AO Online
“Tive
conhecimento nos últimos dias, através de comunicação da Assembleia da
República, que o Ministério Público solicita a minha audição, na
qualidade de arguido, no âmbito do inquérito conhecido como processo
‘Tutti Frutti’”, lê-se numa nota à comunicação social divulgada por
Fernando Medina. O antigo presidente da
Câmara Municipal de Lisboa salienta que, segundo a comunicação do
Ministério Público à Assembleia da República, é suspeito da “prática de
um alegado crime de prevaricação”.“Em
causa está a atribuição alegadamente indevida, por mim, enquanto
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em 23 de março de 2017, de um
apoio financeiro no valor de duzentos mil euros - a realizar em dois
anos - à XV - Associação Amigos do Rugby de Belém, no âmbito do apoio ao
associativismo desportivo”, explica Fernando Medina. O
atual deputado do PS disse ter visto, “com perplexidade, que a
fundamentação do Ministério Público assenta num erro grosseiro e
inexplicável”, recusando qualquer ilegalidade, e salienta que, apesar de
já terem decorrido mais de sete anos desde o início do inquérito e de
se ter manifestado disponível para prestar declarações, “o Ministério
Público em nenhum momento considerou relevante” ouvi-lo.“Fá-lo agora, desta forma”, lamenta. A
operação batizada de “Tutti Frutti” investiga desde 2018 alegados
favorecimentos a militantes do PS e do PSD, através de avenças e
contratos públicos, estando em causa suspeitas de corrupção passiva,
tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento
proibido.