Fernando Gomes deixa em aberto candidatura à presidência do Comité Olímpico
17 de out. de 2024, 17:52
— Lusa/AO Online
“Se
fui desafiado, se calhar é uma expressão forte, fui sondado no sentido
de se estaria disponível [candidatura à presidência do COP].
Sinceramente, neste período, não tive ainda tempo disponível, porque a
grande preocupação é terminar aquilo que são os dois ou três pilares do
nosso mandato”, reagiu Fernando Gomes.O
presidente da FPF respondia à questão se gostaria de ser presidente do
COP no decorrer de uma entrevista realizada durante o segundo congresso
internacional S4 (Safety, Security, Service at Sports Events).O
congresso foi organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à
Violência no Desporto (APCVD).Entre
os processos que tem em mãos, reconheceu, está a candidatura de
Portugal ao Mundial2030 de futebol, que está em avaliação e cuja decisão
final será conhecida em 11 de dezembro.“Nem
excluo, nem incluo [a candidatura à presidência do COP]. Neste momento,
estou num período de desenvolvimento das ações finais enquanto
presidente da federação. Essas eleições do COP são em março e ainda
teremos algum tempo para refletir”, admitiu.Questionado
se gostava de ser, Fernando Gomes não respondeu diretamente à questão,
assumindo-se como “um homem do desporto”, que tem “um gosto imenso e uma
atração muito grande pelo desporto”, enumerando os vários cargos que já
assumiu na carreira.“Acima de tudo é uma
avaliação. Se, efetivamente, com a minha ação eu posso, com o meu saber e
o meu conhecimento, aportar algo positivo às organizações onde estiver
inserido”, afirmou.Em 2023, com mais de 70
anos, candidatou-se ao comité executivo da FIFA. Foi eleito até 2027 e
revelou que vai continuar, independentemente de já não ser presidente da
FPF, e, por estar na FIFA, tem igualmente assento nas reuniões do
comité executivo da UEFA.De todos os
títulos alcançados ao longo do seu mandato, desde dezembro de 2011,
Fernando Gomes reconheceu que o título em falta “é claramente o de
campeões do mundo de futebol” e isso “era a cereja no topo do bolo, não
há como esconder”.Fernando Gomes falou do
seu trabalho e legado, destacando a criação das equipas ‘B’ e a
participação na II Liga como “a medida mais estruturante nos últimos
anos no futebol português”.“Foram seis
equipas ‘B’ que participaram nas competições profissionais da II divisão
e se hoje olharmos para trás temos a noção clara que, dos 26 atletas
que estiveram nesta jornada na Polónia e na Escócia a jogar pela seleção
A, 23 iniciaram o seu trajeto como jogadores seniores exatamente nas
equipas ‘B’ dos seus clubes”, sustentou.Destacou
ainda as contas, que prometeu “ficarem liquidadas, sem qualquer tipo de
dívida para o futuro” da gestão da FPF, inclusive o investimento na
Cidade do Futebol.“Um investimento
superior a 70 milhões de euros, que não teve um euro do Estado. Foi com
apoios conseguidos em programas da UEFA e da FIFA e tudo o resto foi com
fundos próprios e autofinanciamento para pagar integralmente”,
esclareceu.Projetos como o Canal 11 e “A
hora dos Super Quinas”, que arrancou em setembro de 2023, tendo este ano
os números de participantes duplicado, de 35.000 alunos para 70.000 e
de 600 escolas para 1.200, levam-no a dizer que são “um legado de muito
orgulho” que deixa na FPF, que “é uma referência mundial, é a federação
mais seguida” nas redes sociais.