Feridos e mortos em incêndio na Suíça já foram identificados
5 de jan. de 2026, 16:32
— Lusa/AO Online
A polícia esclareceu que o
número de feridos, anteriormente divulgado como 119, foi revisto para
116 porque "três pessoas feridas que deram entrada nas urgências naquela
noite foram erradamente ligadas ao incêndio".Entre
os feridos estão 68 suíços, 21 franceses, 10 italianos, quatro sérvios,
dois polacos, um belga, uma portuguesa, um checo, um australiano, um
bósnio, um congolês, um luxemburguês e quatro cidadãos com dupla
nacionalidade (França/Finlândia, Suíça/Bélgica, França/Itália e
Itália/Filipinas), acrescentou a polícia, sublinhando que 83 destes
permanecem hospitalizados.No domingo, a
polícia do cantão do Valais anunciou que as 40 pessoas que morreram no
incêndio no bar em Crans-Montana na noite de Ano Novo já haviam sido
identificadas.A polícia contabilizou,
entre os mortos, um total de 21 suíços, nove franceses, incluindo um
franco-suíço, uma pessoa com tripla nacionalidade França/Israel/Reino
Unido, seis italianos, incluindo um italo-emiradense, uma belga, uma
portuguesa, um romeno e um turco, segundo o comunicado.As vítimas mortais têm entre 14 e 39 anos, sendo 21 dessas menores.Além da portuguesa ferida, o Governo português confirmou e lamentou no domingo a morte de uma cidadã nacional.“O
Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e lamenta profundamente a
morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães,
que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em
Crans-Montana, na Suíça. Quer as autoridades suíças, quer o Estado
português já apresentaram condolências à família”, indicou o Executivo
num curto comunicado.O incêndio no “Le Constellation”, um bar na estância de esqui suíça de Crans-Montana, deflagrou pela 01:30 do dia 01 de janeiro.As
autoridades suíças abriram uma investigação criminal aos proprietários
do bar, um casal francês, que podem ser acusados de homicídio
involuntário, dado que, segundo dados preliminares, o fogo terá sido
desencadeado por velas incandescentes colocadas em garrafas de champanhe
que terão tocado o teto do bar.Segundo os
registos comerciais consultados pela agência de notícias AFP, Jacques e
Jessica Moretti, proprietários do “Le Constellation” e de outros dois
estabelecimentos em Crans-Montana e na cidade vizinha de Lens, já foram
ouvidos como testemunhas.