Fenprof diz que Governo não criou condições para início das aulas em segurança
Covid-19
1 de set. de 2020, 13:29
— Lusa/AO Online
"As
condições que se exigem para uma abertura das escolas não foram
criadas", afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, numa
sessão na Escola Básica do 1.º Ciclo Solum Sul, em Coimbra, com a
presença de professores e jornalistas.Para
Mário Nogueira, "o ensino presencial é essencial" para devolver alguma
normalidade às escolas, já que "o ensino remoto, outra vez, seria
trágico" para alunos, professores e pessoal auxiliar.Face
à pandemia da covid-19 e ao risco de contágio das pessoas pelo novo
coronavírus, detetado em dezembro em Wuhan, uma cidade do centro da
China, o início das atividades letivas, entre os dias 14 e 17, deveria
ser acompanhado de "medidas rigorosas que garantam que essa
possibilidade é reduzida ao máximo", defendeu em declarações aos
jornalistas no final da iniciativa com que a Federação Nacional de
Professores assinalou a abertura do ano escolar."O
Governo perdeu dois meses, julho e agosto, para poder melhorar" as
medidas sanitárias, cumprindo as orientações da Direção-Geral da Saúde
(DGS), criticou o dirigente sindical.Algumas dessas medidas "não cumprem as normas da DGS", adiantou.Mário
Nogueira voltou a defender, por exemplo, que o Ministério da Educação
deveria ter efetuado "um rastreio à covid-19 a toda a comunidade
escolar".Nesse
rastreio, "prévio ao início das atividades letivas", caberia ao Governo
"articular com os municípios a sua realização", de acordo com o "Plano
para a abertura segura do ano letivo 2020-2021 em regime presencial",
proposto pelo secretariado nacional da Fenprof, no dia 30 de julho."Não
há rastreio, não há distanciamento, não há pequenos grupos de alunos e
também falta pessoal. O Ministério da Educação esteve dois meses a
dormir", acusou.Mário
Nogueira disse que, na sexta-feira, a Fenprof "voltou a pedir" uma
reunião com o Ministério para analisar estes problemas, depois de nos
últimos meses ter feito várias vezes a mesma solicitação sem sucesso.Idêntico pedido foi dirigido à DGS, por oito vezes, mas a organização não obteve resposta, lamentou.