Fenprof denuncia caso positivo em escola e insiste em testes à comunidade
Covid-19
20 de mai. de 2020, 18:13
— Lusa/AO Online
O caso foi também denunciado pelo Sindicato
dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões
Autónomas (STFPSSRA), que confirmou à Lusa que a trabalhadora
não-docente da Escola Secundária Amélia Rey Colaço, em Linda-a-Velha,
Oeiras esteve a trabalhar até ao final da semana passada."Em
relação a esta escola, exige-se, agora, que sejam tomadas todas as
medidas previstas pela DGS, que impõem o isolamento de quem contactou
com a trabalhadora e, no mínimo, pela realização de testes a toda a
comunidade escolar", defende a Fenprof em comunicado.Segundo
Luís Esteves, da STFPSSRA, a escola foi informada durante a manhã de
hoje sobre o caso, mas as aulas continuaram a decorrer. "Não conseguimos
compreender como é que a escola continua a trabalhar normalmente",
confessou o dirigente sindical.Em resposta
à Lusa, o Ministério da Educação esclareceu que, segundo a direção da
escola, "a funcionária em causa não esteve ao serviço no retomar das
aulas presenciais e todas as normas de saúde e de segurança foram
devidamente seguidas".A reivindicação da
realização de testes de despistagem da doença covid-19 não é nova e na
semana passada a Fenprof entregou no parlamento uma petição nesse
sentido, que reuniu 4.500 assinaturas.Em
reação a este caso em Oeiras, no distrito de Lisboa, a federação volta a
reforçar essa necessidade, afirmando que a estratégia não pode ser a de
"ir sabendo a 'conta-gotas'" e que "não é tarde para realizar o
rastreio"."Apesar da insistência da
Fenprof, o Governo considerou não haver razões para a realização de
testes a toda a comunidade escolar que iria regressar, o que teria
permitido agir antes da abertura, no sentido de proteger todos os que
iriam regressar à atividade presencial", escreve a estrutura sindical.No
mesmo comunicado, a federação dá também o exemplo de uma trabalhadora
de uma escola em Vila Real, que foi diagnosticada com covid-19 depois de
a autarquia ter decidido testar todos os docentes e não-docentes antes
da reabertura dos estabelecimentos de ensino.Também
a Câmara da Covilhã decidiu alargar a realização de testes aos
funcionários e docentes das escolas secundárias do concelho, que
retomaram as aulas presenciais.